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O Homem É

15 de julho de 2020

Homens, vamos festejar. Hoje é o nosso dia, hoje é o Dia do Homem.

É uma data sem muito glamour, é verdade, bem diferente do Dia da Mulher, mas fazer o quê, se o homem não é muito ligado nessas coisas?

Clarice Lispector, uma das grandes figuras da literatura nacional, certa vez resolveu escrever sobre o homem. Colocou lá:

Como o homem é simpático. Ainda bem.

O homem é a nossa fonte de inspiração? É.

O homem é o nosso desafio? É.

O homem é o nosso inimigo? É.

O homem é o nosso rival estimulante? É.

O homem é o nosso igual ao mesmo tempo inteiramente diferente? É.

O homem é bonito? É. O homem é engraçado? É. O homem é um menino? É.

O homem também é um pai? É. Nós brigamos com o homem? Brigamos. Nós não podemos passar sem o homem com quem brigamos? Não, não podemos.

 Nós somos interessantes porque o homem gosta de mulher interessante? Somos.

O homem é a pessoa com quem temos o diálogo mais importante? É. O homem é um chato? Também.

Nós gostamos de ser chateadas pelo homem? Gostamos.

Poderia continuar com esta lista interminável até meu diretor mandar parar. Mas acho que ninguém mais me mandaria parar. Pois penso que toquei num ponto nevrálgico. E, sendo um ponto nevrálgico, como o homem nos dói. E como a mulher dói no homem.

As Sagradas Escrituras registram que Deus  criou o homem à sua imagem e semelhança, mas, mesmo assim, não nos considerou seres perfeitos.

Ao analisar mais profundamente sua obra no último dia de criação, Deus considerou o homem apenas bom.

Sem dúvida, uma mostra da sabedoria divina.

Se como bom o homem já faz o que faz, imaginem se Deus nos tivesse classificados como perfeitos.

O destroço com certeza seria ainda maior.

Nos dias atuais, uma das primeiras providências do ser humano é exatamente esquecer seu criador.

E a isso ai dá-se o nome de ingratidão. Ingratidão é uma coisa muito triste, mas o homem não tá nem aí.

O homem atual quer se dar bem, não importa como.

O homem atual não quer deixar exemplos para os filhos, quer deixar riquezas, nem que essas riquezas tenham sido conquistadas à custa da pobreza, da miséria e do sangue de outros.

Não à toa, nos ensinam diariamente que onde o homem não chega tudo é puro. Tudo é medida, ritmo, concordância, tudo é claro e auroral.

O poema talvez esteja a retratar exatamente este momento que estamos vivendo.

Mas não custa lembrar, mais uma vez, que nascemos apenas bons, perfeitos não.

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