Propaganda do Governo do Estado do Piauí

Os dois lados

30 de setembro de 2020

Que o regime democrático ainda é o melhor regime para se viver é fato.

Todo mundo sabe, embora nem todos aceitem isso.

Mas o regime democrático tem suas implicações.

No regime democrático, por exemplo, você tem que aprender a conviver com os contrários.

Faz parte do jogo.

No regime democrático você é obrigado a respeitar a opinião do outro, mesmo que você não concorde com ela.

No regime democrático você não pode exigir que todos concordem com suas ideias, mas também você não é obrigado a concordar com as ideias dos outros.

Você só tem que respeitá-las.

Como a democracia implica na convivência com os contrários, é natural que num regime democráticos como o nosso existam as vaias e os aplausos.

Vaias e aplausos fazem parte do regime democrático em qualquer parte do mundo, queiram ou não.

Geralmente não se gosta de vaias, preferem-se sempre os aplausos.

Infelizmente, na vida nem tudo são aplausos, nem tudo são flores.

Há também as vaias e os espinhos.

Conta a história que o ato de bater as palmas das mãos em sinal de aprovação tem origem desconhecida, mas existe há pelo menos 3 000 anos.

Nessa época, o gesto era essencialmente religioso, popularizado em rituais pagãos de diversos povos como um barulho destinado a chamar a atenção dos deuses.

No teatro clássico grego, tornou-se, então, a forma pela qual os artistas pediam à plateia que invocasse os espíritos protetores das artes.

Mas o costume chegou a Roma

E ao chegar a Roma a coisa mudou de figura.

No Império Romano, o aplauso passou a ser comum nos discursos políticos.

Nero, preocupado com a repercussão de seus discursos, chegava a espalhar pela multidão 5 mil soldados e cavaleiros para aplaudi-lo.

A moda pegou e foi copiada aqui também.

É comum político distribuir simpatizantes em seus comícios para garantir o aplauso.

Ninguém quer mesmo é ser vaiado.

Faz-se de tudo para se evitar uma vaia.

A vaia é o oposto do aplauso.

Mil anos antes de Cristo, a vaia já existia.

Vaiava-se, por exemplo, execução de criminosos e de traidores do estado.

Mas a vaia e o aplauso sempre existiram e sempre andaram juntos.

Não será agora que iremos conseguir separá-los.

O homem público tem que estar preparado para os dois.

Para a vaia e para o aplauso.

Para os que preferem os aplausos, o melhor caminho, sem dúvida é interpretar os desejos e as vontades da população.

Identificar e compartilhar desses desejos e dessas vontades.

Agindo assim, as vaias de hoje com certeza serão convertidas em aplausos amanhã.

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