Chico Leal

 Viagem de trem

25 de abril de 2019

 

 

Muitos já tentaram definir o que é a vida. Os poetas principalmente.

Muitas poesias tentam definir o que é vida e para que serve, mas nada se iguala a este texto cuja autoria ainda é incerta:

“A vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, agradáveis surpresas em muitos embarques e grandes tristezas em alguns desembarques.

Quando nascemos, entramos nesse magnífico trem e nos deparamos com algumas pessoas que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: os nossos pais.

Infelizmente isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos do seu carinho, amizade e companhia insubstituível. Isso porém não nos impedirá que durante o percurso, pessoas que se tornarão muito especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos, filhos e amores inesquecíveis!

Muitas pessoas embarcarão nesse trem apenas a passeio, outras encontrarão no seu trajeto somente tristezas e ainda outras circularão por ele prontos a ajudar quem precise.

Vários dos viajantes quando desembarcam deixam saudades eternas, outros tantos quando desocupam seu assento, ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros que se tornam tão caros para nós, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não nos impede é claro que possamos ir ao seu encontro.

No entanto, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já haverá alguém ocupando aquele assento.

Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos; cheias de fantasias, esperas, despedidas, porém, jamais, retornos.

Façamos essa viagem então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os outros passageiros, procurando em cada um deles o que tiverem de melhor. Lembrando sempre que em algum momento eles poderão fraquejar e precisaremos entender, porque provavelmente também fraquejaremos, e com certeza haverá alguém que nos acudirá com seu carinho e sua atenção.

O grande mistério afinal é que nunca saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros de viagem, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.

Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades. Acredito que sim, me separar de muitas amizades que fiz será no mínimo doloroso, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos será muito triste com certeza…

Mas me agarro à esperança que em algum momento estarei na estação principal e com grande emoção os verei chegar.

Estarão provavelmente com uma bagagem que não possuíam quando embarcaram e o que me deixará mais feliz será ter a certeza que de alguma forma eu fui um grande colaborador para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos façamos com que a nossa estada nesse trem seja tranquila, que tenha valido a pena e que quando chegar a hora de desembarcarmos o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem”.

Calote

24 de abril de 2019

O que devemos esperar de um estado que nada produz e que deve cerca de 1 bilhão e 300 milhões de reais aos seus fornecedores?

Evidentemente que não podemos esperar nada.

E quando esse estado tem o nome de Piauí, então…

Estamos com certeza às portas do maior calote público já visto por essas bandas.

O governo do estado não tem a menor condição de pagar o que deve. Nem agora nem no futuro.

O Piauí vive de transferências federais e do que consegue arrecadar a título de ICMS e nada mais.

Pagar a folha normal já é considerado um esforço gigantesco do governo, uma verdadeira obra de engenharia, um milagre até.

E o dinheiro acaba aí.

O dinheiro acaba na folha de pagamento.

É sempre assim.

Em fevereiro deste ano, a folha de pagamento do estado registou a presença de 95.283 servidores. Se há sobra de algum dinheiro ao final do pagamento dos servidores, ninguém sabe.

As transferências de recursos para manutenção das demais secretarias são mínimas, ao ponto de a Secretaria de Segurança não dispor de recursos nem mesmo para abastecer suas viaturas.

Sem medo de errar podemos afirmar que o estado vive de administrar sua folha de pagamento. Nada mais.

Só não enxerga essa situação de caos e de tragédia quem não quer. Ou, na pior das hipóteses, quem faz questão de não ver por conveniências políticas.

Criou-se no Piauí uma situação que compromete não apenas o atual governo, mas – e principalmente – aos governos que virão depois.

Especialistas em finanças públicas chegam a afirmar sem pedir segredo que o sucessor de Wellington Dias em 2023 terá obrigatoriamente que fechar o estado. Fechar mesmo.

Vai ter que fechar por não dispor de recursos para pagar as dívidas que vem se acumulado ao longo dos quatro mandatos do atual governador e que ficarão para os sucessores.

Outro lado desta história, mais tenebroso ainda, diz respeito a empresários, pequenos e grandes, que há muito não recebem um único centavo do estado.

Quando a empresa não recebe o que lhe é devido, ela forçosamente deixa de honrar seus compromissos, inclusive com seus funcionários. E isso não é nada bom.

Não receber o que o estado lhe deve significa desemprego. Não à toa, o desemprego no Piauí só cresce  diferentemente de outros estados da própria região Nordeste, onde os governantes já festejam crescimento.

Note-se, portanto, que esperar que o Piauí se transforme num paraíso em menos de quatro anos, é tarefa impossível.

Impossível até de sonhar.

 

Tragédia silenciosa

23 de abril de 2019

Tragédia silenciosa

 

Há uma tragédia silenciosa que está se desenvolvendo hoje em nossas casas e diz respeito às nossas joias mais preciosas: diz respeito aos nossos filhos.

O alerta é de Luiz Rojas Marcos, famoso psiquiatra espanhol, procurando chamar a atenção exatamente para como anda a vida das crianças da nova geração e como o papel dos pais está contribuindo para que seus filhos desenvolvam transtornos de saúde mental.

Nos últimos 15 anos, os pesquisadores nos deram estatísticas cada vez mais alarmantes sobre um aumento agudo e constante da doença mental da infância que agora está atingindo proporções epidêmicas:

1 em cada 5 crianças tem problemas de saúde mental;

foi observado um aumento de 37% na depressão adolescente; no período registrou-se um aumento de 200% na taxa de suicídio em crianças de 10 a 14 anos.

As crianças de hoje estão sendo estimuladas e superdimensionadas com objetos materiais, mas são privadas dos conceitos básicos de uma infância saudável.

As crianças de hoje nem sempre contam com pais emocionalmente disponíveis, com limites e responsabilidades claramente definidos; não contam com nutrição equilibrada e sono adequado;

As crianças de hoje não fazem atividades ao ar livre, não participam de jogos criativos.

Nos últimos anos as crianças foram preenchidas com pais digitalmente distraídos; pais indulgentes e permissivos que deixam as crianças governarem o mundo sem que estabeleçam as regras;

O sono das nossas crianças é inadequado e a nutrição desequilibrada; vivem de forma sedentária;

Se queremos que nossos filhos sejam indivíduos felizes e saudáveis, temos que acordar e voltar ao básico.

Ainda é possível!

Voltar ao básico significa definir limites.

Defina limites e lembre-se de que você é o capitão do navio. Seus filhos vão se sentir mais seguros sabendo que você está no controle do leme.

Ofereça aos seus filhos um estilo de vida equilibrada, cheio do que elas precisam, não apenas do que querem. Desfrute de um jantar familiar diário sem smartphones ou tecnologia para distraí-los;

Envolva seus filhos em trabalhos de casa ou tarefas de acordo com sua idade.

Não carregue a mochila dos seus filhos, não lhes leve a tarefa que esqueceram, não descasque as bananas ou descasque as laranjas se puderem fazê-lo por conta própria.

Em vez de dar-lhes o peixe, ensine-os a pescar;

Não use a tecnologia como uma cura para o tédio ou ofereça-a no primeiro segundo de inatividade;

Desligue os telefones à noite quando as crianças têm que ir para a cama para evitar a distração digital;

Conecte-se emocionalmente – sorria, abrace, beije, faça cócegas, leia, dance, pule, brinque ou rasteje com elas.

Enfim, faça seu filho feliz!

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