Rendimento dos 10% mais ricos no estado é 15,8 vezes superior ao ganho dos 40% mais pobres
O Piauí registrou o maior índice de disparidade de renda entre todas as unidades da federação em 2024. Os dados, provenientes da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) do IBGE, revelam um abismo financeiro profundo: o grupo dos 10% mais ricos (cerca de 133 mil pessoas) obteve um rendimento médio mensal de R$ 9.628, valor 15,8 vezes maior que os R$ 608 recebidos, em média, pelos 40% da população com menores rendimentos (aproximadamente 523 mil piauienses).

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A desigualdade no estado supera tanto a média da região Nordeste (13,1 vezes) quanto a média nacional (11,5 vezes). Com esse resultado, o Piauí fica à frente de locais como o Distrito Federal (15,2 vezes), Sergipe (14,6 vezes) e Pernambuco (14,2 vezes) no ranking da má distribuição de renda.
Na outra ponta da tabela, os estados com menor discrepância entre o topo e a base da pirâmide social foram Santa Catarina (diferença de 8 vezes), seguida por Minas Gerais e Mato Grosso (ambos com 8,5 vezes) e Rondônia (8,6 vezes). O levantamento reforça os desafios estruturais que o Piauí enfrenta para equilibrar o acesso a oportunidades e dinamizar seu mercado de trabalho.