Conexão Mel do Sertão reunirá apicultores, cooperativas e representantes do poder público nesta sexta-feira (17)
São Raimundo Nonato, no Sul do Piauí, será sede, nesta sexta-feira (17), do Conexão Mel do Sertão 2026. O encontro reunirá apicultores, cooperativas e representantes do poder público para discutir os desafios e perspectivas da apicultura, do cooperativismo e da agricultura familiar no Território Serra da Capivara. A programação começa às 8h, no auditório do Instituto Federal do Piauí (IFPI).
O município foi escolhido para sediar o encontro por ocupar posição de destaque na produção nacional de mel. De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal do IBGE, São Raimundo Nonato foi o quarto maior produtor do país em 2024, com 922,4 toneladas.

Processo de retirada do Mel (Foto: Divulgação/ Ascom Francisco Limma)
O Piauí também se mantém entre os principais produtores nacionais. No mesmo ano, o estado registrou produção de 8,6 mil toneladas de mel, com valor superior a R$ 100 milhões. Em 2025, liderou as exportações brasileiras do produto, embarcando cerca de 9 mil toneladas para mercados como Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão, movimentando aproximadamente R$ 120 milhões, segundo a Secretaria de Agricultura Familiar (SAF). Atualmente, a atividade garante renda para cerca de 12 mil famílias piauienses.
A programação contará com a apresentação do plano de negócios da Cooperativa Mel do Sertão, além de palestras sobre políticas públicas e investimentos para o setor. Estão confirmadas as participações da secretária de Estado da Agricultura Familiar, Rejane Tavares, do deputado federal Merlong Solano, do superintendente substituto da Codevasf, Ocelo Rocha, e do deputado estadual Francisco Limma (PT).

Apicultor retira quadro de madeira com mel da colmeia (Foto: Divulgação/ Ascom Francisco Limma)
Durante o encontro também será debatida a Lei nº 8.996, sancionada em junho deste ano, que regulamenta a criação de abelhas nativas sem ferrão, conhecida como meliponicultura, no Piauí. A norma dispensa de licenciamento ambiental os criadores com até 50 colmeias, permite a comercialização legal de produtos como mel, própolis, pólen e cera e cria a Autorização de Uso e Manejo de Fauna (AMF), emitida pela Secretaria de Agricultura Familiar, com validade de três anos e renovação simplificada.
Na prática, a regulamentação estabelece regras para uma atividade tradicional do semiárido e permite que os produtores atuem com segurança jurídica para comercializar seus produtos e acessar mercados e programas de compra institucional. Os meliponicultores que já exercem a atividade terão prazo de três anos para se regularizar.