25/01/2026

PIAUÍ

SSP inicia Fase II da Operação Laverna em Parnaíba contra influenciadores digitais suspeitos de crimes virtuais.

A ação visa cumprir medidas cautelares relacionadas à investigação de influenciadores digitais suspeitos de envolvimento em crimes cibernéticos.

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Publicado por: Eduardo Calado 21/11/2025, 08:27

Matéria de Júlia Castelo Branco.

As polícias Civil e Militar Militar deflagraram, na manhã desta terça-feira (21), a Fase II da Operação Laverna em Parnaíba, no litoral do Piauí. Os investigados, S.C.dos.S. (Sarah Brenna), L.M.B., L.C..M.J. e J.V.A.P (Júnior Mídia), são suspeitos de promover plataformas de apostas ilegais e rifas irregulares por meio das redes sociais.

As investigações indicam que os acusados faziam uso intensivo de suas redes sociais para a divulgação de plataformas de apostas virtuais, como o “Jogo do Tigrinho” e similares.

Operação Draco em Parnaíba (Foto: Divulgação/Polícias Militar e Civil)

Em contraste, J.V.A.P., conhecido como Vitor Mídia, concentrava suas atividades na promoção de rifas apresentadas como beneficentes, mas que eram ilegais, obtendo lucros com essa prática.

A análise financeira identificou movimentações incompatíveis com qualquer renda formal declarada por parte dos envolvidos. Os valores movimentados foram: R$ 213.606,60 em nome de L.M.B., R$ 1.311.784,32 por S.C.dos.S. e R$ 1.664.582,01 por seu marido, A.S.H.A.S.

As contas bancárias de L.C.M.J. registraram uma movimentação financeira total de R$ 637.783,14. Já no caso de J.V.A.P., o valor movimentado alcançou R$ 1.173.117,64. Este montante para J.V.A.P. é notavelmente composto, em sua maioria, por microcréditos que variam entre R$ 0,02 e R$ 20,00, enviados por mais de 3 mil remetentes distintos. 

As condutas reforçam a suspeita de ocultação patrimonial, dissimulação de recursos, evasão fiscal e obtenção de vantagem econômica ilícita. Entre os possíveis crimes investigados estão estelionato, indução do consumidor a erro por afirmação falsa ou enganosa, loteria não autorizada e lavagem de dinheiro.

A operação da Polícia Civil foi conduzida por uma força-tarefa da 2ª Delegacia Seccional de Parnaíba e unidades especializadas: DFHT, SOI, DINT, LAB-LD e DRACO.

O delegado Ayslan Magalhães ressaltou: “Não permitiremos o uso de redes sociais para a divulgação de apostas e rifas ilegais ou qualquer ação que vise fraudar consumidores e conseguir benefícios ilícitos”. 

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