O Grupo Refit é acusado de ter movimentado mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano.
Matéria de Júlia Castelo Branco.
Uma força-tarefa de combate à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro deflagrou nesta quinta-feira (27) uma megaoperação que teve como alvo o Grupo Refit (antiga refinaria de Manguinhos), sediado no Rio de Janeiro. A ação resultou na apreensão de mais de R$ 2 milhões em dinheiro em São Paulo e oito sacos plásticos com esmeraldas brutas, avaliadas em cerca de R$ 11 mil cada, em Campinas, interior paulista.
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra 190 pessoas e empresas suspeitas de integrar um vasto esquema de sonegação e lavagem de dinheiro ligado ao grupo, que pertence ao empresário Ricardo Magro.
Segundo a Receita Federal, o grupo foi acusado de utilizar empresas próprias, fundos de investimento e offshores em paraísos fiscais para ocultar lucros e fugir da fiscalização. As investigações apontam que a sonegação de impostos pela Refit ocorreria em todas as etapas, desde a importação de combustíveis nos portos até a comercialização final nos postos de gasolina.

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Com atuação em todo o país, as diligências desta quinta-feira ocorreram nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal. O grupo é conhecido por ser o maior devedor de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias ou Serviços) de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores devedores da União.