07/12/2025

Cidades

São Paulo registra índice inédito de feminicídios em 2025

São Paulo teve o maior número de feminicídios de sua série histórica em 2025, com 53 casos entre janeiro e outubro.

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Publicado por: Eduardo Calado 02/12/2025, 11:19

Matéria de Júlia Castelo Branco.

De janeiro a outubro, registraram-se 53 casos, o maior número desde 2015. No estado, os feminicídios aumentaram para 207, superando os 191 de 2024. A capital paulista já registra um número recorde de casos de feminicídio acumulados neste ano, mesmo antes da contabilização dos dados referentes aos meses de novembro e dezembro.

Os dados foram levantados pela GloboNews a partir de uma análise de dados dos números disponibilizados no Portal da Transparência da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo.

Mulher teve pernas amputadas após ser arrastada por homem por mais de 1 km em SP (Foto: Reprodução/Jornal Nacional).

A contagem inclui apenas os feminicídios consumados, o que significa que as tentativas não são consideradas. A exemplo, o caso da mulher atropelada e arrastada por mais de 1 km no sábado (29) não está incluído. O estado de São Paulo registrou um aumento de 8% nos casos de feminicídio nos dez primeiros meses do ano, totalizando 207 ocorrências entre janeiro e outubro. No mesmo período do ano passado, foram 191 feminicídios.

Segundo Silvana Mariano, coordenadora do Laboratório de Estudos de Feminicídios (Lesfem), o aumento no registro de casos de feminicídio pode ser atribuído a dois fatores principais: o crescimento da misoginia (ódio contra as mulheres) e a implementação da Lei do Feminicídio.

Essa lei, ao classificar o feminicídio como homicídio qualificado e hediondo, contribuiu para o aumento dos números. Mariano explica: “Uma hipótese que tínhamos com a nova lei, tendo o feminicídio como crime autônomo, era de passarmos também um período em que isso iria contribuir para o crescimento dos números”.

Ela complementa que o aumento reflete uma dupla realidade: “Por um lado, cresce mesmo a violência contra a mulher. E, por outro, as autoridades estão ficando mais preparadas para olhar para a morte violenta e intencional de mulheres com essa perspectiva de gênero que leva à classificação como feminicídio.”

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