Ataques contra PF, Dataprev, Serpro e Exército: o alerta máximo que ninguém mais pode ignorar
Por Afonso Moraes
A Polícia Federal deflagrou uma operação para desarticular uma quadrilha que vendia, na internet, ataques DDoS “sob demanda” – os famosos booters / stressers, aquele serviço em que você paga e derruba site dos outros, mesmo sem saber absolutamente nada de tecnologia.

Foto: Reprodução/PF
• a própria PF, em 2020;
• o Serpro e a Dataprev, que processam dados sensíveis do governo;
• o Centro Integrado de Telemática do Exército Brasileiro, em 2018.
Foram cumpridos mandados de busca e prisão temporária em São Paulo, São Caetano, Rio de Janeiro e Tubarão (SC). Os alvos:
• administradores das plataformas ilegais, e
• clientes que contrataram os ataques contra sistemas de alta relevância.
Essas plataformas funcionavam em servidores de nuvem espalhados pelo mundo, permitindo que qualquer pessoa pagasse e disparasse ataques DDoS contra sites públicos e privados, sem esforço técnico. É o modelo “crime as a service” na veia.
Juridicamente, os investigados podem responder por:
associação criminosa, e interrupção ou perturbação de serviço telemático ou de informação de utilidade pública, ambos crimes previstos na legislação penal brasileira.
Quando derrubam PF, Dataprev, Serpro e Exército, o recado é claro:
ninguém está fora da mira,e ataque DDoS hoje é produto de prateleira, comprado em poucos cliques.
Isso deixa algumas perguntas incômodas para empresas e órgãos públicos:
Você sabe quanto tempo sua operação aguenta ficar fora do ar?
Já testou a resiliência da sua infraestrutura contra DDoS?
Tem plano de resposta, comunicação e contingência, ou vai improvisar no caos?
Enquanto o crime se organiza em escala global, quem ainda trata cibersegurança como “custo de TI” está pedindo para virar próxima manchete.
Segurança não é mais opcional, é infraestrutura crítica.
E sim, vamos falar muito disso no Falando de Fraudes – porque o “Power OFF” precisa ser no crime, não nos serviços que a sociedade depende.
#ciberseguranca #fraudesdigitais #DDoS #PF #FBI #segurancadainformacao #FalandoDeFraudes