19/01/2026

Justiça

Justiça nega pedido de prisão no Caso Benício

A Justiça negou o pedido de prisão no Caso Benício após a médica Juliana Brasil Santos apresentar um vídeo alegando falha no sistema do hospital.

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Publicado por: Eduardo Calado 09/12/2025, 10:18

Matéria de Júlia Castelo Branco.

O menino com laringite permaneceu internado por cerca de 14 horas e recebeu uma dose de adrenalina na veia, um tratamento reservado apenas para situações graves. O caso ganhou destaque nacional, teve início após uma criança de seis anos receber medicação de forma incorreta, levantando sérias discussões sobre a segurança dos protocolos em procedimentos médicos e a definição de responsabilidades em erros hospitalares.

Foto: Reprodução/G1-Globo.

 

De acordo com informações do delegado Marcelo Martins ao CNN Novo Dia, a médica alegou falha no sistema do hospital por meio do vídeo, mas uma prova pericial será realizada para verificar a veracidade da alegação. A Justiça rejeitou o pedido de prisão da médica Juliana Brasil Santos, que administrou uma dose de adrenalina na veia de Benício Xavier de Freitas, de seis anos.

A decisão ocorreu depois que a médica apresentou um vídeo que, supostamente, indica um erro no sistema de administração de medicamentos do Hospital Santa Júlia, em Manaus. O Tribunal de Justiça do Amazonas concedeu habeas corpus à médica Juliana Brasil, segundo o delegado Marcelo Martins, a decisão se baseou na ausência de erro de prescrição do medicamento.

A defesa apresentou um vídeo que mostraria o sistema hospitalar alterando automaticamente a via de administração do fármaco. Enquanto a Polícia Civil do Amazonas aguarda uma perícia técnica no sistema do hospital para obter um esclarecimento definitivo sobre o caso.

O delegado responsável enfatizou a importância dessa prova pericial para que o perito possa analisar o sistema e confirmar ou refutar a autenticidade do vídeo em questão. Por fim, Marcelo Martins também advertiu que, caso a perícia comprove que o vídeo contém informações falsas, ficará demonstrado que o Tribunal de Justiça foi induzido a erro pela defesa da médica Juliana Brasil.

 

 

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