14/01/2026

Polícia

Desembargador é preso na Operação Unha e Carne no Rio de Janeiro

Desembargador preso na 2ª Fase da Operação Unha e Carne, Rodrigo Bacellar é novamente alvo de buscas.

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Publicado por: Eduardo Calado 16/12/2025, 12:12

Matéria de Júlia Castelo Branco.

O desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), foi detido pela Polícia Federal (PF) hoje (16) na 2ª fase da Operação Unha e Carne. A operação investiga o vazamento de informações da Operação Zargun, que levou à prisão do então deputado estadual TH Jóias em setembro.

Agentes da Polícia Federal (PF) cumpriram um mandado de prisão contra Macário, que foi preso em sua residência na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, além de 10 mandados de busca e apreensão. Todos os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto: Divulgação/TV Globo.

 

Macário foi o magistrado responsável por expedir o mandado de prisão de TH Jóias na Operação Zargun, no entanto, segundo o blog de Octavio Guedes, a PF tem indícios de que o desembargador ajudou no vazamento da ação. Uma fonte da PF informou que Macário teria estado em um restaurante com Rodrigo Bacellar, então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando este ligou para TH Joias para alertá-lo sobre a operação.

Investigadores encontraram no celular de Bacellar trocas de mensagens com Macário que serviram de base para a nova fase da operação. Rodrigo Bacellar, que já havia sido preso na 1ª fase da operação e posteriormente solto pela Alerj, é novamente alvo de buscas, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão no Espírito Santo.

Bacellar estava licenciado do cargo de deputado estadual e foi afastado da presidência da Alerj por Moraes, é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun. Na primeira fase, quando foi preso e teve o celular apreendido, a PF também encontrou R$ 90 mil em espécie em seu carro.

O advogado Fernando Augusto Fernandes, responsável pela defesa de Macário, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes foi “induzido a erro ao determinar a medida extrema da prisão”, ressaltando que a defesa ainda não teve acesso à cópia da decisão que decretou a prisão, o que em sua visão, “impede o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa”.

A defesa informou que apresentará os esclarecimentos necessários e solicitará a imediata soltura do desembargador. Vale ressaltar que, de acordo com o blog de Camila Bomfim, Macário já enfrentou problemas com a Justiça por irregularidades no cargo, tendo ficado quase 18 anos afastado por decisão do próprio tribunal.

 

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