23/01/2026

Polícia

Caso Emilly: suspeitos são indiciados por feminicídio e ocultação de cadáver

Inquérito do DHPP aponta participação de dois homens na morte da jovem em Teresina

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Publicado por: Beatriz Mesquita 18/12/2025, 14:39

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa concluiu o inquérito que investigava a morte da jovem Emilly Yasmyn Silva Oliveira, de 24 anos, e indiciou Hilton Candeira Carvalho e Carlos Roberto da Silva Sousa pelos crimes de feminicídio majorado e ocultação de cadáver.

De acordo com o delegado Jorge Terceiro, do DHPP, Hilton foi indiciado pela morte, ocultação e destruição do cadáver de Emilly. Já Carlos Roberto foi indiciado por participação na ocultação e destruição do corpo. Segundo o delegado, os dois investigados seguem presos e já foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Piauí.

Emilly Yasmyn (Foto: Reprodução/Internet)

Emilly Yasmyn foi encontrada morta no dia 6 de dezembro, em uma área de mata localizada na Estrada da Alegria, Zona Sul de Teresina. A jovem morava em Petrolina, em Pernambuco, e estava desaparecida desde o dia 30 de novembro.

Hilton Candeira Carvalho foi o primeiro a ser preso. Em depoimento, ele confessou o crime, relatou como matou a jovem após uma discussão e indicou à polícia o local onde havia deixado o corpo, que já estava queimado e reduzido à ossada.

Após prestar depoimento, Hilton afirmou que contou com a ajuda de um segundo homem, Carlos Roberto da Silva Sousa. A partir dessa informação, a equipe do DHPP localizou Carlos e o conduziu à delegacia para os procedimentos legais.

Conforme informações da Polícia Civil, Emilly saiu com Hilton para um programa, pelo qual teria sido combinado o pagamento de R$ 1.500. No entanto, ele pagou apenas R$ 300. Após o encontro, os dois discutiram. Hilton relatou que atacou a jovem, a imobilizou com um “mata-leão” e, em seguida, a asfixiou com um fio de internet.

Ainda segundo o depoimento, após o assassinato, Hilton levou o corpo para uma área de mata e ateou fogo com a ajuda de Carlos Roberto. A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos investigados até a publicação desta matéria.

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