O principal suspeito é um motorista de aplicativo, com quem a vítima já havia realizado corridas anteriormente
Matéria de Júlia Castelo Branco.
Uma vendedora de 40 anos registrou um boletim de ocorrência na noite de ontem (10), denunciando ter sido vítima de estupro e roubo no bairro Gurupi, zona Sudeste de Teresina. A mulher relatou que conheceu o motorista no dia 9 de janeiro, durante uma corrida solicitada pelo aplicativo.
Após esse primeiro contato, ele se ofereceu para realizar corridas futuras fora da plataforma, apresentando-se como “motoqueiro de confiança” e alegando preocupação com sua segurança e ela afirmou que não tinha um motorista fixo, trocou contatos com ele. A vendedora detalhou que o motorista fez a primeira corrida de sua casa para o trabalho e se propôs a fazer outras sem o uso do aplicativo.
A mulher notou que a moto usada na primeira corrida era diferente da registrada no app, mas ignorou o fato. Posteriormente, ele fez outras corridas de seu trabalho para casa, também de forma particular, após trocas de mensagens e algumas corridas, o homem a convidou para sair. De início, ela recusou, mas cedeu à insistência e aceitou, confiando nas interações anteriores.

Foto: Câmeras de segurança / Divulgação Governo do Piauí.
Na noite do crime, o motorista a buscou em casa e apesar de a vítima ter dito que não queria sair do bairro, ele seguiu em direção ao Gurupi e em uma rua deserta, o suspeito teria anunciado o assalto, ameaçado a mulher com uma faca e a forçado a manter relação sexual.
“Quando nos afastamos do meu endereço, ele travou o carro e começou a agressão,” relatou a vítima. Após o abuso, ele roubou o celular da vendedora e, sob ameaça, exigiu a senha do aparelho. Em seguida, realizou uma transferência bancária de R$ 1.500, quase todo o saldo de sua conta.
A vítima foi abandonada no local, conseguiu pedir ajuda em uma residência próxima e acionou a Polícia Militar, o caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Teresina, como estupro e roubo com emprego de arma branca. A mulher foi encaminhada para atendimento especializado e solicitou um exame pericial no Instituto Médico Legal (IML).
Fontes: G1 Piauí e Cidadeverde.