13/05/2026

Polícia

Técnico aplica desinfetante 10 vezes em paciente de UTI; confirma investigação

As apurações indicam que os suspeitos administravam medicamentos de forma irregular nas veias dos pacientes

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Publicado por: Eduardo Calado 20/01/2026, 08:12

Matéria de Júlia Castelo Branco

Três técnicos de enfermagem foram detidos pela Polícia Civil do Distrito Federal (DF) sob a acusação de estarem envolvidos na morte de três pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. O caso está sob investigação policial.

Em um dos casos, o principal investigado teria injetado desinfetante na vítima, utilizando uma seringa, por mais de dez vezes. Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo é suspeito de matar pelo menos três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF); outros dois profissionais estariam envolvidos nos casos. O técnico era responsável por aplicar as injeções letais, enquanto as duas mulheres ficavam na porta do quarto para impedir a entrada de terceiros.

As vítimas foram identificadas como João Clemente Pereira, de 63 anos, Miranilde Pereira da Silva, de 75, e Marcos Moreira, de 33. Após a aplicação da substância, o técnico aguardava a reação, que frequentemente resultava em parada cardíaca. Para dissimular o crime na presença de outros profissionais, ele realizava manobras de ressuscitação cardíaca na vítima.

 

Foto: Reprodução/PC-DF.

 

Segundo as investigações iniciais da Operação Anúbis, o técnico de enfermagem teria se passado por médico, acessado o sistema de prescrição hospitalar (que estava aberto), e receitado o medicamento. Ele próprio ia até a farmácia, preparava os remédios e os escondia no jaleco antes de aplicá-los nos pacientes.

Dois óbitos ocorreram em 19 de novembro e o terceiro em 1º de dezembro de 2025. Márcia Reis, diretora do Instituto Médico Legal (IML), informou que os pacientes tinham quadros clínicos de gravidade variada. As suspeitas surgiram devido à piora súbita e repetida dos pacientes.

Após identificar uma conduta suspeita, o hospital demitiu os envolvidos e notificou imediatamente as autoridades. O crime foi descoberto por meio da análise de câmeras de segurança dos leitos e dos prontuários médicos dos pacientes. As famílias das vítimas foram informadas sobre os fatos.

O Hospital Anchieta divulgou uma nota, afirmando que, ao identificar “circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos”, instaurou um comitê interno de análise e conduziu uma investigação “célere e rigorosa” que resultou, em menos de vinte dias, na identificação de evidências envolvendo “ex-técnicos de enfermagem”, que foram encaminhadas às autoridades competentes.

Inicialmente, o técnico de enfermagem negou as acusações durante o interrogatório, mas acabou confessando após a apresentação dos vídeos. A Operação Anúbis continua em andamento para apurar a possível existência de outras vítimas. O caso foi registrado como homicídio qualificado, e as duas técnicas de enfermagem respondem por coautoria nos crimes. O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal também se manifestou sobre os acontecimentos.

Fonte: CNN Brasil.

 

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