A Polícia Civil identificou ainda que o mesmo grupo criminoso é suspeito de envolvimento em uma série de roubos a residências no município de Altos
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), através das polícias civil e militar, deflagrou na manhã desta sexta-feira (23), a Operação Caronte, interligada no contexto da Operação Ouro Sujo, que tem como objetivo prender os envolvidos no latrocínio que vitimou o comerciante de ouro Edivan Francisco de Moraes, assassinado no dia 3 de janeiro deste ano, em Teresina. A ação deu o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão nas cidades de Teresina, Altos e Timon (MA).

Imagem: SSP/Divulgação
A investigação gerida pela Polícia Civil do Piauí (PC-PI), por meio do DHPP, a dinâmica do crime aponta que a ação foi planejada, com divisão de tarefas entre os envolvidos, desde a atração da vítima até a fuga após o latrocínio.
Edivan Francisco era comerciante de ouro e mantinha contatos frequentes para negociação do material, realizando transações presenciais, prática comum nesse ramo. No início de janeiro de 2026, a vítima passou a receber os contatos inexistentes relacionados a uma suposta negociação de aproximadamente 98 gramas de ouro, avaliada em cerca de R$ 40 mil, o que era um cenário de aparente normalidade e levou o homem a aceitar o encontro.
De acordo com o delegado Natan Cardoso que chefiou as investigações, G.R.S, conhecido como “GG” foi o principal responsável por intermediar a falsa negociação, onde mantinha contato direto com a vítima, reforçando a proposta de compra do ouro e demonstrando interesse constante na transação.

Imagem: SSP/Divulgação
Ao chegar ao local, Edivan foi surpreendido e executado. A investigação aponta que o crime teve motivação patrimonial, com o objetivo de subtrair o ouro e outros bens de valor. Após o homicídio, os criminosos levaram as joias de ouro que a vítima utilizava, além de retirarem um equipamento de armazenamento de imagens, numa tentativa de eliminar possíveis registros que pudessem auxiliar na identificação dos autores.
Após o latrocínio, os criminosos fugiram utilizando o veículo da própria vítima, o que foi determinante para o avanço das investigações. A partir desse ponto, o trabalho do Sistema de Videomonitoramento por Inteligência Artificial (SPIA) foi essencial para rastrear o trajeto do automóvel e reconstruir a rota de fuga.
“O uso das câmeras do SPIA foi fundamental para o esclarecimento do caso. A partir da análise das imagens, conseguimos identificar o deslocamento do veículo subtraído, mapear as rotas utilizadas na fuga e conectar os investigados à dinâmica do crime. Esse trabalho integrado foi decisivo para a identificação do grupo criminoso”, destacou o superintendente de Operações Integradas da SSP, delegado Matheus Zanatta.
Com o avanço das diligências, a Polícia Civil identificou ainda que o mesmo grupo criminoso é suspeito de envolvimento em uma série de roubos a residências no município de Altos, além de apresentar indícios de ligação com outros crimes patrimoniais graves.