21/05/2026

Polícia

Rastro de violência do “Piloto do Chiclete”: Novas denúncias surgem após jovem agredido entrar em coma

Agressão em Vicente Pires revela histórico de brigas de trânsito e crimes contra menores envolvendo Pedro Turra

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Publicado por: Eduardo Calado 29/01/2026, 12:27

Matéria de Júlia Castelo Branco

Pedro Arthur Turra, piloto e empresário de 19 anos, é agora alvo de quatro investigações distintas na Polícia Civil do Distrito Federal. O estopim foi a agressão ocorrida na última sexta-feira (23), motivada por um chiclete jogado contra um adolescente de 16 anos, este se encontra em coma e em estado crítico.

Com a ampla repercussão das imagens do espancamento, novas vítimas reconheceram o agressor e procuraram as delegacias de Águas Claras (21ª DP) e Vicente Pires (38ª DP) para relatar episódios que, até então, estavam represados por medo ou falta de identificação.

 

Foto: Reprodução/Vídeo das redes sociais.

 

Além do caso que deixou o adolescente hospitalizado, o inquérito agora abrange três novas e graves acusações ocorridas em 2025:

Agressão no Trânsito: Um homem de 49 anos registrou ocorrência, hoje (28), relatando ter sido agredido por Pedro e seus amigos após um acidente em Águas Claras, em julho do ano passado;

Bebida para Menores: Uma jovem de 18 anos, ex-amiga do piloto, apresentou vídeos à polícia que mostram Turra forçando-a a ingerir vodca quando ela ainda era menor de idade, durante uma festa em junho de 2025. O crime prevê até quatro anos de prisão;

Violência em Praça Pública: Outro jovem de 18 anos denunciou ter levado socos no rosto e nas costelas durante um confronto provocado por Pedro em uma praça, também em junho do ano passado;

Em depoimento à polícia, Pedro Turra minimizou o caso do chiclete, classificando-o como uma “brincadeira entre amigos” que escalou para uma briga onde ele teria apenas tentado se defender;

A versão de que a vítima portava um canivete, citada por testemunhas ligadas ao piloto, não foi confirmada pelas câmeras de segurança. Pedro foi solto no sábado após o pagamento de uma fiança superior a R$ 24 mil.

Entretanto, diante do volume de novas denúncias, as autoridades policiais sinalizam que podem solicitar à Justiça a apreensão do passaporte do investigado para mitigar o risco de fuga. Até o momento, a defesa do piloto mantém silêncio sobre os novos inquéritos.

Fonte: G1.

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