07/02/2026

Polícia

Suspeito de articular sequestro de Sérgio Moro é capturado no Ceará

Líder do PCC foragido desde 2022 foi preso em abordagem policial em Fortaleza

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Publicado por: Eduardo Calado 05/02/2026, 11:46

Matéria de Júlia Castelo Branco

A Polícia Militar do Ceará prendeu, ontem (4), Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, conhecido como El Cid, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) e suspeito de participar do plano de sequestro do senador Sérgio Moro (União-PR), em 2023.

A prisão ocorreu no município de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, durante uma abordagem em rodovia. Foragido desde 2022, após fugir de uma penitenciária em São Paulo, El Cid possuía dois mandados de prisão em aberto expedidos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo: um por homicídio e outro por regressão cautelar relacionada à associação para o tráfico de drogas.

Após a captura, ele foi encaminhado a uma unidade da Polícia Federal (PF). Segundo a Polícia Militar, o suspeito apresentou documento falso no momento da abordagem, o que levantou a desconfiança dos agentes.  Horas antes, a esposa de El Cid já havia sido presa no município de Iguatu, no interior do Ceará, fato que levou as forças de segurança a intensificarem as buscas na região.

 

Foto: Reprodução/Internet.

 

Nas redes sociais, o senador Sérgio Moro comemorou a prisão e afirmou que seguirá atuando de forma firme contra o crime organizado. O governador do Ceará, Elmano de Freitas, também celebrou a ação, destacando que El Cid é considerado um dos criminosos mais perigosos do país.

De acordo com investigações da PF, o plano de sequestro teria sido elaborado como forma de vingança do PCC contra o Estado, em razão das medidas adotadas por Moro enquanto juiz da Lava Jato e ministro da Justiça, período em que determinou a transferência de líderes da facção para presídios federais e o endurecimento do regime prisional.

As apurações indicaram que integrantes de uma célula da facção monitoravam a rotina do senador e de sua família, com o objetivo de identificar vulnerabilidades. O plano foi desarticulado antes de ser executado, após a PF interceptar comunicações internas do grupo e deflagrar uma operação nacional para prender os envolvidos

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