O investigado, que exercia funções no local por intermédio de uma empresa terceirizada, teria usado seu acesso às áreas internas do Tribunal para praticar o crime
A Secretaria da Segurança Pública do Piauí, por meio da Polícia Civil e da Polícia Militar, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), uma operação para cumprir um mandado de prisão preventiva contra um suspeito investigado por envolvimento em furto qualificado mediante abuso de confiança, ocorrido nas dependências do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJPI).
O investigado, que exercia funções no local por intermédio de uma empresa terceirizada, teria usado seu acesso às áreas internas do Tribunal para praticar o crime. A operação contou com o apoio da Superintendência de Segurança do TJPI, evidenciando a atuação integrada entre as instituições. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar, além de ser autorizada a extração de dados de dispositivos eletrônicos para o aprofundamento das investigações.

Prédio do TJ-PI (Foto: Reprodução)
O crime ocorreu no dia 18 de outubro de 2025. O suspeito, identificado como Francisco de Assis, já possuía antecedentes criminais e ocupava uma vaga destinada a egressos do sistema prisional. Segundo a Polícia, Francisco furtou quatro armas durante a transferência de materiais do antigo Tribunal de Justiça para um almoxarifado.
Duas dessas armas foram recuperadas em posse de Michardson Romário, um homem recentemente preso pela Polícia Militar e investigado por envolvimento no assassinato de Maria Eduarda Ferreira Sena Reis. O funcionário confessou que vendeu as armas pelo valor de R$ 3.200.
Outras duas armas foram encontradas abandonadas. De acordo com informações das forças de segurança, o suspeito teria se desfeito do material durante uma abordagem policial. No entanto, ele foi liberado por não ter sido encontrada nenhuma irregularidade, e somente mais tarde, uma moradora localizou as armas, acionando a polícia. A investigação confirmou que o material era proveniente do depósito do Fórum.
A operação foi coordenada pelo DRACO, com o apoio do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI) e da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DINT), reforçando a atuação estratégica e integrada das forças de segurança pública. As investigações indicam que a ação criminosa foi premeditada e vinculada a disputas entre facções criminosas rivais.