O sargento Avelar dos Reis Mota, conhecido como sargento Mota, foi expulso da Polícia Militar do Piauí após responder a processo disciplinar por violar os códigos de conduta da corporação. Entre as transgressões apontadas estão o uso da condição de militar para obter facilidades pessoais, apropriação de bens particulares, prática de crime doloso grave que gerou desprestígio à instituição e dano a propriedade privada.
Há quatro meses, o militar foi condenado pela Justiça comum por invadir uma residência e furtar um perfume em Teresina. O crime ocorreu em fevereiro de 2023, quando, segundo a denúncia, ele utilizou uma chave falsa para entrar em uma casa no bairro Areias, zona sul da capital. Na ocasião, o sargento estava escalado para trabalhar no Promorar, mas se deslocou até o imóvel, de onde furtou um perfume da marca Malbec.
Ao deixar o local, ele teria tentado danificar as câmeras de segurança e, sem sucesso, cortou os fios de energia da residência. A defesa alegou que o militar foi ao endereço após ouvir sobre um suposto plano contra o filho de um policial, afirmou que a porta estava aberta e que ele permaneceu pouco tempo no imóvel.
Paralelamente ao processo na Justiça comum, a Corregedoria da PM instaurou procedimento administrativo para apurar as condutas atribuídas ao sargento no âmbito disciplinar. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (25) e concluiu que o militar violou deveres éticos fundamentais previstos no Código de Conduta Militar. Com isso, a corporação decidiu por sua exclusão a bem da disciplina.
Além do caso de furto, o sargento Mota também foi alvo da Operação Jogo Sujo, deflagrada pela Polícia Civil em 2024, que investigou a divulgação de jogos de azar ilegais e um esquema de estelionato. Entre os investigados estavam blogueiros e influenciadores digitais de Teresina.
Na ocasião, a Polícia Civil realizou buscas na residência do sargento Mota e do cabo Raimundo Alves Torres, conhecido como cabo Jairo, quando foram apreendidos carros de luxo e cerca de R$ 500 mil em dinheiro.

