12/03/2026

Polícia

Banqueiro Daniel Vorcaro é preso novamente em investigação sobre fraudes bilionárias

Ação da Polícia Federal cumpre mandados em SP e MG e mira esquema envolvendo venda de títulos falsos

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Publicado por: Eduardo Calado 04/03/2026, 08:04

O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso novamente nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal, em São Paulo, no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras.

Banqueiro Daniel Vorcaro é preso novamente em investigação sobre fraudes bilionárias – Imagem: Reprodução/Internet

O cunhado dele, Fabiano Zettel, também teve mandado de prisão expedido, mas ainda não havia sido localizado até a última atualização. A defesa dos dois não foi encontrada para comentar o caso.

A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que, segundo a PF, busca apurar a possível prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, atribuídos a uma organização criminosa.

De acordo com as investigações, o esquema envolveria a comercialização de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação faz referência à ausência de mecanismos internos de controle nas instituições envolvidas para prevenir delitos como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

Vorcaro já havia sido detido em novembro do ano passado ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular que partiria do aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. Para a PF, havia indícios de que ele deixaria o país. Na ocasião, existia um mandado de prisão preventiva contra ele, que foi conduzido à superintendência da corporação na capital paulista.

Além de Vorcaro e Zettel, foram expedidos outros dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão pelo Supremo Tribunal Federal, com cumprimento em São Paulo e Minas Gerais. As apurações contam com o apoio do Banco Central do Brasil.

Também foram determinadas medidas de afastamento de funções públicas e o sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado e preservar valores possivelmente relacionados às irregularidades apuradas.

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