Polícia descarta versão de suicídio após contradições do suspeito
Matéria de Júlia Castelo Branco
A subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi morta a tiros no fim da manhã de ontem (6), no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande. O namorado da vítima, identificado como Gilberto Jarson, de 50 anos, foi preso em flagrante e é apontado como o principal suspeito do crime, tratado como feminicídio.
De acordo com a delegada Analu Lacerda Ferraz, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o homem alegou inicialmente que Marlene teria cometido suicídio. No entanto, a versão foi descartada após ele apresentar contradições durante os primeiros esclarecimentos.

Foto: Reoprodução/Redes sociais.
Segundo as investigações, o casal mantinha um relacionamento há cerca de um ano e quatro meses e morava junto havia dois meses. Um vizinho da vítima, que também é policial, relatou ter ouvido o disparo e, ao pular o muro da residência, encontrou o suspeito com a arma na mão. Questionado, ele afirmou que a companheira teria tirado a própria vida, mas não conseguiu sustentar a versão.
Ainda conforme a polícia, equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e do Batalhão de Choque foram acionadas para atender a ocorrência. Vizinhos informaram que o suspeito teria buscado Marlene no trabalho pouco antes do crime, ocorrido por volta das 11h30.
A delegada destacou que não havia registros formais anteriores de violência doméstica envolvendo o casal, mas ressaltou que isso não descarta a possibilidade de um relacionamento conturbado. Marlene atuava no Comando-Geral da Polícia Militar, no setor de Ajudância Geral. Este é o primeiro caso de feminicídio registrado em Campo Grande em 2026.