09/05/2026

Polícia

Grávida é espancada por ex-patroa no Maranhão e relata que tentou proteger o bebê durante agressões

Jovem de 19 anos afirma ter sido atacada por mais de uma hora após falsa acusação de roubo; caso é investigado pela Polícia Civil

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Publicado por: Julia Castelo Branco 06/05/2026, 07:01

Uma funcionária doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, denunciou ter sido violentamente agredida pela ex-patroa, a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, no município de Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. O caso, ocorrido no dia 17 de abril, está sendo investigado pela Polícia Civil do Maranhão.

Segundo relato da vítima, as agressões começaram após ela ser acusada de roubar joias da residência onde trabalhava. Durante o ataque, que teria durado mais de uma hora, a jovem afirma que sofreu puxões de cabelo, socos, tapas e murros, além de ter sido derrubada no chão. Mesmo grávida, ela disse que tentou proteger a barriga durante toda a violência. “Fiquei o tempo todo protegendo minha barriga. Eles não se importavam”, relatou.

A jovem contou que havia aceitado o trabalho temporário com o objetivo de comprar o enxoval do bebê. Após intensas buscas pela casa, a joia que motivou a acusação foi encontrada no cesto de roupas sujas. Ainda assim, as agressões continuaram.

 

Foto: Reprodução/ TV Mirante

 

Áudios atribuídos à empresária, obtidos pela TV Mirante, reforçam a denúncia. Nas gravações, a suspeita descreve as agressões e afirma que a vítima “não era para ter saído viva”. Segundo a polícia, o material será utilizado como prova no inquérito.

Nos relatos, a empresária também menciona a participação de um homem armado, ainda não identificado, que teria ajudado a intimidar e agredir a jovem durante a abordagem. A vítima afirma ter sido atingida, inclusive, com uma coronhada, lesão confirmada por exame de corpo de delito.

No dia seguinte ao caso, a jovem registrou boletim de ocorrência e passou por exames que comprovaram as lesões. Já a empresária também procurou a polícia, mas apresentou uma versão diferente, alegando que encontrou as joias na bolsa da funcionária e que ela teria fugido do local.

O caso é investigado pela 21ª Delegacia do Araçagy, e até o momento a suspeita não foi presa nem indiciada. Em nota, a defesa de Carolina Sthela afirmou que as acusações são “distorções” dos fatos e que medidas judiciais foram adotadas.

A investigação aponta ainda que a empresária possui outros processos judiciais. Em 2024, ela foi condenada por calúnia após acusar falsamente outra funcionária de roubo. A pena foi convertida em prestação de serviços comunitários, além do pagamento de indenização por danos morais.

A Ordem dos Advogados do Brasil, por meio da Comissão de Direitos Humanos, informou que acompanha o caso e prepara um relatório sobre o histórico de denúncias envolvendo a suspeita.

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