Alessandro Martins Santos foi preso na Bahia; quatro adolescentes também foram apreendidos por participação no abuso de meninos
A Polícia Civil de São Paulo detalhou, nesta terça-feira (5), o depoimento de Alessandro Martins Santos, de 21 anos, principal suspeito de liderar um estupro coletivo contra duas crianças na Zona Leste da capital. Segundo o delegado Júlio Geraldo, titular do 63º DP (Vila Jacuí), o agressor confessou o crime e afirmou, sem demonstrar arrependimento, que a violência foi cometida “por zoeira”.
O crime, ocorrido no dia 21 de abril, vitimou dois meninos de 7 e 10 anos. Além de Alessandro, quatro adolescentes com idades entre 14 e 16 anos foram apreendidos e encaminhados à Fundação Casa. De acordo com as investigações, os agressores eram vizinhos das vítimas e utilizaram a relação de confiança para atraí-las.

Foto: William Santos/Reprodução TV Globo
O grupo convidou os meninos para empinar pipa, mas mudou o pretexto no meio do caminho, oferecendo que uma das crianças tomasse banho e buscasse linha na casa de um dos adolescentes. “O convite para ‘brincar de pipa’ era real. Depois, mudaram de ideia e resolveram violentar as crianças”, explicou o delegado Júlio Geraldo.
Alessandro admitiu ter filmado os abusos com o próprio celular e compartilhado as imagens via WhatsApp. O crime só foi descoberto três dias depois, quando a irmã de uma das vítimas reconheceu o irmão em vídeos que já circulavam nas redes sociais.
Após o crime, Alessandro fugiu para o município de Brejões, na Bahia, alegando estar sofrendo ameaças de criminosos locais. Ele foi localizado e preso pela Polícia Militar na última sexta-feira (1º) e trazido de volta a São Paulo por agentes da Polícia Civil. O suspeito será indiciado por: estupro de vulnerável; corrupção de menores e compartilhamento de pornografia infantil.
Devido à gravidade do caso e a ameaças sofridas na comunidade, as famílias das vítimas precisaram abandonar suas residências às pressas. Atualmente, as crianças recebem suporte médico e psicológico, sendo acompanhadas pelo Conselho Tutelar e por serviços sociais da Prefeitura de São Paulo.
O paradeiro das famílias é mantido em sigilo para garantir sua proteção, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A polícia agora trabalha para identificar e responsabilizar as pessoas que deram continuidade ao compartilhamento das imagens dos abusos na internet.