09/05/2026

Polícia

Juíza morre após procedimento de fertilização em clínica de SP; caso é investigado pela polícia

Magistrada apresentou complicações após coleta de óvulos em Mogi das Cruzes e sofreu duas paradas cardiorrespiratórias

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Publicado por: Julia Castelo Branco 07/05/2026, 07:26

A juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, morreu nesta quarta-feira (6) após apresentar complicações decorrentes de um procedimento de reprodução assistida realizado em uma clínica de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. O caso é investigado pela polícia como morte suspeita e morte acidental.

Segundo o boletim de ocorrência, Mariana realizou uma coleta de óvulos para fertilização in vitro na manhã de segunda-feira (4). Após receber alta médica, ela retornou para casa, mas começou a sentir fortes dores e sensação de frio.

Diante da piora do quadro, a mãe da magistrada a levou de volta à clínica poucas horas depois. Inicialmente, Mariana acreditava ter urinado na roupa, mas os médicos constataram que ela sofria uma hemorragia vaginal. A equipe médica realizou os primeiros atendimentos e fez uma sutura para tentar conter o sangramento.

Após os procedimentos iniciais, a juíza foi transferida para a Maternidade Mogi Mater, onde foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na noite de terça-feira (5), Mariana passou por uma cirurgia, mas o estado de saúde continuou grave. Na madrugada desta quarta-feira, ela sofreu duas paradas cardiorrespiratórias. Apesar das tentativas de reanimação, a morte foi confirmada às 6h03.

 

Foto: Reprodução

 

Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, Mariana tomou posse como juíza no Rio Grande do Sul em dezembro de 2023 e atuava na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul lamentou a morte da magistrada e destacou sua dedicação à carreira. O órgão decretou luto oficial de três dias. A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) também manifestou pesar pela morte precoce da juíza.

A Polícia Civil apura as circunstâncias do caso para esclarecer se houve falha no atendimento médico ou se a morte ocorreu em decorrência de complicações relacionadas ao procedimento.

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