Polícia Civil do Maranhão realiza buscas por Alberto Luiz Freitas , que descumpriu medidas cautelares impostas pela Justiça durante as investigações
O ex-diretor-adjunto de uma creche em Timon (MA), Alberto Luiz Freitas Monção, de 49 anos, é considerado foragido da Justiça após romper a tornozeleira eletrônica que utilizava por determinação judicial. A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Maranhão, que informou que o equipamento foi desativado na quarta-feira (8), dando início às buscas para localizar o investigado.
Alberto responde a uma investigação por suspeita de estupro de vulnerável contra crianças matriculadas na unidade de ensino. Ele chegou a ser preso preventivamente, mas teve a prisão substituída por medidas cautelares em 15 de junho, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, afastamento das funções públicas, proibição de frequentar escolas, de manter contato com vítimas e testemunhas e recolhimento domiciliar noturno.

Foto: Internet/Reprodução
O caso ganhou repercussão após imagens de câmeras de segurança mostrarem o então diretor conduzindo duas crianças, de 2 e 3 anos, para um depósito sem monitoramento eletrônico dentro da creche. Segundo a investigação, o suspeito utilizava o pretexto de oferecer brinquedos ou permitir o uso de celular para retirar crianças das salas de aula.
De acordo com a Polícia Civil, as vítimas identificadas incluem crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que teriam sido escolhidas por apresentarem maior vulnerabilidade. A investigação começou após a mãe de uma aluna denunciar que a filha relatava dores nas partes íntimas, e outros depoimentos reforçaram as suspeitas.
Professor concursado da rede municipal de Timon há cerca de 11 anos, Alberto foi exonerado do cargo de diretor-adjunto após o surgimento das denúncias. A Secretaria Municipal de Educação também afastou a diretora da creche até a conclusão das investigações.