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Política

Picos: Edwaldo Viana diz que petista tentou convencê-lo a descartar pré-candidatura

Por Wanderson Camêlo O Coronel Edwaldo Viana (PSL), pré-candidato do PSL à prefeitura de Picos, garantiu que recebeu uma proposta para descartar o projeto majoritário. […]

Publicado por: Luciano Coelho 03/08/2020, 14:41

Por Wanderson Camêlo

O Coronel Edwaldo Viana (PSL), pré-candidato do PSL à prefeitura de Picos, garantiu que recebeu uma proposta para descartar o projeto majoritário. Segundo ele, o convite partiu do postulante petista ao executivo picoense, o empresário conhecido como Araujinho, e foi feito através de um oficial da Polícia Militar. 

Viana, ex-comandante do 4° Batalhão de Polícia Militar (em Picos), fez a revelação em áudio, que circula em grupos de WhatsApp. Na gravação, ele afirma que o suposto emissário ofereceu, em troca da desistência, um cargo de confiança dentro da PM novamente, além de uma promoção. 

Edwaldo Viana, pré-candidato a prefeito de Picos (Foto: reprodução/Facebook)

“No momento em que Deus me colocou aqui em primeiro lugar nas pesquisas, eu ainda era comandante, vieram aqui dois oficiais me oferecer a promoção. Isso no mês de maio; me dariam a promoção e o comando lá em Teresina. Mas aí eu nem pensei duas vezes, porque eu já tinha me comprometido com o povo aqui que seria pré-candidato. E agora, para você ter uma ideia de como nossa polícia é fraca, um oficial da minha turma esteve aqui na minha casa oferecendo, que o nosso pré-candidato aqui do PT me garantia a promoção para coronel e o comando-geral. Eu disse, ‘rapaz, tu chegou na hora atrasada, porque essa proposta já me deram. Nem perspectiva de ser promovido para coronel eu tinha, agora já me dão até o comando-geral. Não sei que força é essa”, diz o militar em trecho do áudio. 

Na gravação, Edwaldo Viana ainda dispara contra o PT, que comanda a prefeitura de Picos, representado por José Walmir de Lima (mais conhecido como Padre Walmir). Ele diz que foi perseguido, supostamente enquanto comandante do  4° Batalhão, pela sigla. “Cometi sim muitos erros, fui perseguido por esse partido, pelo PT; eu fui besta. Ainda hoje eu tenho raiva. Mas agora é outra coisa, nós vamos é pra cima, meus irmãos”, acrescentou. 

Viana ganhou notoriedade ainda no final do ano passado, depois de defender, em áudio (também vazado nas redes sociais), declarar que “bandido tem que descer pelas cordas” – fazendo referência aos responsáveis pelo assassinato de um empresário em Picos. Por conta da repercussão massiva, e negativa, da gravação o militar foi exonerado do cargo de comandante-geral do 4° Batalhão da PM. 

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