Política

Durante evento em Teresina, Lula chama Bolsonaro de “genocida” e exalta “grandeza” do Piauí

Presidenciável do PT ainda defendeu volta do Minha Casa, Minha Vida; segundo PF, 50 mil pessoas compareceram ao ato

Publicado por: Eric Souza 04/08/2022, 08:52

O ex-presidente Lula, pré-candidato do PT à presidência da República, participou nesta terça-feira (3) de um evento intitulado “Vamos Juntos pelo Brasil e Piauí”, na zona Leste de Teresina, ao lado dos petistas Rafael Fonteles, que concorre ao governo do Estado, e Wellington Dias, ao Senado Federal.

Lula subiu ao palco principal por volta das 19h15, acompanhado de Fonteles e Wellington, além da governadora Regina Sousa (PT), do pré-candidato a vice-governador Themístocles Filho (MDB) e do senador Marcelo Castro (MDB). O presidenciável não poupou o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “genocida”.

Lula discursa ao lado de Fonteles, Wellington e Themístocles Filho (Foto: Roberta Aline/CCom)

“O povo do Piauí deu uma demonstração de grandeza ao recuperar a bandeira do Brasil para o povo brasileiro. Não iremos permitir que o genocida que está em Brasília, que não derramou uma lágrima pelas 700 mil vítimas da Covid, pelas pessoas que morreram nas enchentes do Nordeste e em Petrópolis, que não conversa com sindicatos, quilombolas e indígenas, se apodere dos nossos símbolos nacionais”, disparou.

O pré-candidato do PT mencionou ainda a PEC dos Benefícios Sociais, aprovada pelo Congresso Nacional, que suspende as travas fiscais e eleitorais que impedem a concessão de benefícios em ano eleitoral. Para Lula, apesar da medida, o presidente não irá se reeleger.

“Bolsonaro acaba de editar um decreto que altera a Constituição e distribui R$ 41 bilhões até dezembro, mas só até lá. Aumentou o Auxílio Brasil em R$ 600, vai dar dinheiro para taxista e caminhoneiro porque acha que o povo é gado, vai atrás do seu dono. Ele pensa que esse dinheiro vai comprar voto, mas irá cair fora da governança”, apontou.

Ainda em seu discurso, Lula criticou o programa Casa Verde e Amarela, que substituiu, no ano passado, o Minha Casa, Minha Vida, criado durante a gestão petista. O ex-presidente frisou que que as camadas empobrecidas da população merecem “dignidade e decência”.

Ex-presidente e lideranças exibem bandeira do Brasil no palco (Foto: Roberta Aline/CCom)

“Quero que o pobre compre carro, televisão, computador, celular, possa ter tudo aquilo que produz. Vamos acabar com a ideia de que o pobre gosta de coisa ruim, carne de segunda, tomate murcho, não gosta de se vestir bem. Cadê a Casa Verde e Amarela que eles construíram? Vamos retomar o Minha Casa, Minha Vida, cada um irá pintar da cor que quiser. Quero que o pobre deixe de ser pobre, vire classe média e ganhe bem”, declarou.

De acordo com a Polícia Federal, que realizou a segurança do ato, cerca de 50 mil pessoas compareceram à Arena do Povo, na Av. Presidente Kennedy. Segundo a organização, foi o maior evento da pré-campanha de Lula já realizado no Brasil – o recorde anterior havia sido registrado no Rio de Janeiro, quando o petista reuniu aproximadamente 35 mil pessoas.

Além de Lula, estiveram presentes em sua comitiva, vinda de Campina Grande, na Paraíba, a esposa Rosângela “Janja” Silva; o vice-presidente nacional do PT, Marcio Macedo (PT-SE); o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP); e o ex-coordenador e idealizador do programa Fome Zero, José Graziano.

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