“Uma preocupação que eu já havia colocado”, observou, durante audiência pública, o deputado
O deputado estadual Franzé Silva (PT) tornou a criticar a gestão fiscal do Governo do Piauí, mais comprometido do que no ano passado. Como evidencia o último relatório financeiro do Executivo, a Dívida Consolidada Líquida (DCL) do Piauí subiu de R$ 8,37 bilhões, em 2024, para R$ 10,93 bilhões, em 2025: acréscimo de 30,65% em apenas um ano.
“Uma preocupação que eu já havia colocado, na audiência passada, é o limite do serviço da dívida […]. […] Quadrimestre muito complicado, em que o juro está numa crescente e as transferências de receitas até os meses de outubro e novembro em queda”, observou Franzé.

O deputado estadual Franzé Silva (PT) (Foto: Arquivo/Teresina FM)
O comentário foi feito durante audiência pública (realizada na Assembleia Legislativa do Piauí) com o secretário de Fazenda, Emílio Júnior.
A reunião foi realizada nesta quarta-feira, 22. Emílio participou para apresentar o balanço financeiro do Estado referente ao segundo quadrimestre de 2025.
O debate foi conduzido pela Comissão de Fiscalização e Controle, Finanças e Tributação da Alepi.

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (Foto: Wanderson Camêlo/Teresina FM)
O relatório mostra também que, apesar do crescimento do endividamento, os indicadores fiscais do Estado permanecem positivos. Segundo o levantamento, o Governo do Piauí aplicou 24,75% das receitas em educação — percentual que deve alcançar 25% até o fim do ano — e 14,34% em saúde (acima do mínimo constitucional de 12%) até o segundo quadrimestre deste ano.
No que diz respeito às despesas com pessoal, o Executivo compromete 38,77% da receita corrente líquida, ou seja, abaixo do limite máximo fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal: 49%.
A dívida consolidada líquida diz respeito ao valor total das obrigações financeiras (como pagamento salarial) de um governo menos seus haveres financeiros, como caixa, aplicações e outros ativos financeiros.