24/01/2026

Política

Vereador Pedro Alcântara critica relatório da CPI do rombo e chama investigação de “meia-boca”

Parlamentar disse, em entrevista ao JT1 da Teresina FM, que a comissão ignorou personagens centrais da gestão de Dr. Pessoa e desconsiderou irregularidades apontadas pelo TCE

Compartilhe agora

Publicado por: Eduardo Calado 13/11/2025, 08:18

O vereador Pedro Alcântara (Republicanos) criticou duramente o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Dívida, aprovado nesta quarta-feira (12) na Câmara Municipal de Teresina. Em entrevista ao Jornal da Teresina 1ª Edição (JT1), da Teresina FM, o parlamentar classificou a investigação como “CPI meia-boca” e disse ter votado contra o parecer.

“Antecipando meu voto: sou contra, contra o relatório, e justifico. A CPI eu posso chamar de meia-boca, porque ela não chamou para depor o ex-prefeito Dr. Pessoa, nem a Sol, que mandava no gabinete do prefeito, que manipulava as verbas”, declarou o vereador.

O vereador Pedro Alcântara, do Progressistas (Foto: Wanderson Camêlo/Teresina FM)

Pedro Alcântara afirmou ainda que o relatório desconsiderou as irregularidades já apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) nas contas da gestão anterior. Segundo ele, o TCE reprovou as contas da Prefeitura nos exercícios de 2022 e 2023, aprovando as de 2021 apenas com ressalvas.

“Como é que nós temos tudo isso, inclusive a prisão da Sol, que manipulava verbas na gestão do Dr. Pessoa, e vem um relatório dizendo que não houve rombo?”, questionou.

A fala de Alcântara contrasta com a posição do relator da CPI, vereador Dudu (PT), que negou a existência de um suposto “rombo” de R$ 3,6 bilhões deixado pela antiga administração. Segundo o petista, os valores apontados pelo atual prefeito Silvio Mendes (União Brasil) correspondem a despesas correntes do município.

Apesar de descartar o rombo bilionário, Dudu destacou que a comissão encontrou indícios de irregularidades na compra de terrenos com recursos de empréstimos do Banco do Brasil, avaliados em R$ 720 milhões — entre eles, o terreno do Hospital da Mulher, comprado por R$ 16 milhões, mesmo tendo valor de mercado estimado em R$ 2 milhões.

Após a aprovação na comissão, o relatório será lido em plenário e encaminhado à Prefeitura de Teresina e a cinco órgãos de controle: Ministério Público do Piauí, Ministério Público Federal, Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Contas da União e OAB.

Compartilhe agora

Leia também

Contato
  • (86) 99972-0111
  • jornalismo@teresinafm.com.br


Anuncie conosco
  • (86) 98153-2456
  • comercial@teresinafm.com.br
Teresina FM