O relatório foi produzido pelo vereador Deolindo Moura (PT), que relevou as críticas feitas pelo colega de parlamento
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o sistema de coleta de lixo da Prefeitura de Teresina teve um desfecho inesperado. O relatório final foi produzido, mas sem a anuência do presidente do colegiado.

O plenário da Câmara Municipal de Teresina (Foto: Teresina FM)
As ações eram coordenadas pelo pdtista Fernando Lima, que pediu para deixar a função esta semana, justamente durante o processo de conclusão dos trabalhos, por não concordar justamente com a produção do documento final.
Lima destacou, em entrevista a meios de comunicação nesta terça-feira, 02, que a CPI constatou, dentre outras coisas, omissões administrativas e falta de estudos técnicos nas licitações emergenciais feitas pela gestão Dr. Pessoa (2021-2024).

O vereador de Teresina Fernando Lima, do PDT (Foto: Teresina FM)
“Se você pegar o valor do lixo inerte [Exemplos: entulho de construção, pedras, areia e sucatas de ferro] no Brasil, é R$ 56 a tonelada, e aqui em Teresina, estava previsto no edital um valor de R$ 159. É algo que chamou atenção, e isso não está no relatório”, citou Fernando.
O relatório foi produzido pelo vereador Deolindo Moura (PT), que relevou as críticas feitas pelo colega de parlamento. Para o petista, “divergências fazem parte da democracia”.
Apesar de não ter mais presidente, a CPI do Lixo foi finalizada. O relatório já foi encaminhado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado.
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