25/01/2026

PIAUÍ

Tribunal de Contas do Estado monitora a possível infiltrações de facções criminosas no poder público

A preocupação nacional com a infiltração de organizações criminosas em contratos públicos é crescente.

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Publicado por: Eduardo Calado 15/12/2025, 08:29

Matéria de Júlia Castelo Branco.

O vice-presidente do TCE-PI (Tribunal de Contas do Piauí), Kléber Eulálio, ressaltou a atuação integrada do Tribunal com outros órgãos de controle para monitorar contratos e licitações e identificar ligações com facções criminosas. Ele destacou o papel do TCE no compartilhamento de informações para auxiliar investigações policiais e do Ministério Público.

Embora o Piauí não tenha investigações iniciadas sobre o tema, a preocupação nacional com a infiltração de organizações criminosas em contratos públicos é crescente, com exemplos em São Paulo (indícios de direcionamento de licitações) e no Ceará (cassação de prefeito por suspeita de favorecimento e vínculo com organização criminosa).

Foto: Renato Andrade/Reprodução: Cidade Verde.

Segundo Kléber Eulálio, o Tribunal dispõe de um amplo banco de dados que permite identificar padrões, fluxos financeiros e indícios de irregularidades em contratações públicas. E afirma que o TCE possui um extenso banco de dados, crucial para identificar irregularidades em contratos públicos, fornecendo a maior parte das informações que subsidiam operações policiais.

Ele ressaltou que a execução das operações é competência da polícia, não do Tribunal, que mantém convênios e cooperações de longa data com órgãos como o Ministério Público e o GAECO, úteis para o monitoramento e o combate ao desvio de recursos.

Casos recentes, como a Operação Carbono Oculto e a prisão da vereadora Tatiana Medeiros, reforçam a relevância dessa atuação conjunta contra o uso de contratos e atividades econômicas para lavagem de dinheiro e financiamento de atividades criminosas. Para o vice-presidente do TCE-PI, o fortalecimento das parcerias é vital para garantir a legalidade e integridade da administração pública.

Fonte: Cidade Verde.

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