23/01/2026

Política

França se opõe ao acordo UE-Mercosul

Macron afirma que acordo “não pode ser assinado”.

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Publicado por: Eduardo Calado 18/12/2025, 11:28

Matéria de Júlia Castelo Branco.

O presidente francês Emmanuel Macron declarou nesta quinta-feira (18), em Bruxelas, que a França não apoiará o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul sem salvaguardas adicionais para seus agricultores. Ele foi enfático ao afirmar que o pacto “não pode ser assinado” e antecipou que a França fará oposição a qualquer “tentativa de forçar” sua adoção.

A oposição francesa é motivada pela preocupação dos agricultores do país, que veem o acordo como um risco devido às regras ambientais consideradas menos rigorosas na América Latina. Embora a França tenha conseguido garantias de salvaguardas da Comissão Europeia para os setores mais ameaçados, os produtores as consideram insuficientes.

Na terça-feira (16), o Parlamento Europeu aprovou medidas de proteção, incluindo um mecanismo para monitorar o impacto do acordo em produtos sensíveis como carne bovina, aves e açúcar, essas medidas preveem a aplicação de tarifas em caso de desestabilização do mercado no bloco. Os deputados europeus desejam intervenção da Comissão Europeia se o preço de um produto latino-americano for 5% inferior ao da UE e se o volume de importações isentas de tarifas aumentar mais de 5%.

 

Foto: Henry Nicholls/Pool via Reuters.

 

Apesar das defesas, a França mantém sua oposição e solicitou o adiamento da assinatura do acordo que a UE planejava concluir no Brasil no sábado (20). O foco agora se volta para a Itália, que tem dado sinais contraditórios, se a primeira-ministra Giorgia Meloni optar por se alinhar com a França, Polônia e Hungria, os quatro países formariam uma maioria qualificada suficiente para bloquear o acordo.

Ontem (17), Meloni considerou “prematuro” firmar o acordo, exigindo garantias de reciprocidade para proteger o setor agrícola, mas expressou confiança de que as condições necessárias poderão ser atendidas no início do próximo ano.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, tinha viagem marcada ao Brasil para o fim desta semana com o objetivo de assinar o acordo, o qual levou mais de duas décadas para ser concluído com o bloco composto por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Fontes: G1 e France Presse e Reuters.

 

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