24/01/2026

Política

Suposta cobrança de 30% em contratos do DER vira alvo de queixas entre empreiteiros

Relatos apontam dificuldades administrativas e prejuízos em obras rodoviárias sob a gestão de Leonardo Sobral; tema resgata polêmica de áudio vazado

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Publicado por: Beatriz Mesquita 24/12/2025, 14:05

Empreiteiros do setor de construção civil vêm relatando a existência de uma suposta exigência de percentual de 30% em contratos de obras rodoviárias vinculadas ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), atualmente dirigido por Leonardo Sobral. Segundo as informações que circulam nos bastidores políticos e empresariais do Piauí, a situação estaria gerando dificuldades no andamento administrativo das demandas e prejuízos financeiros para as construtoras, mesmo após a conclusão dos serviços.

 As denúncias, embora ainda não formalizadas publicamente junto aos órgãos de controle, ganharam força nos últimos dias devido à repetição dos relatos em diferentes círculos do setor empresarial. De acordo com as queixas levadas ao Portal Encarando, o clima é de insatisfação entre os prestadores de serviço, que apontam entraves recorrentes na execução dos contratos vinculados à autarquia estadual.

O diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí (DER-PI), Leonardo Sobral (Foto: Reprodução)

O cenário atual traz de volta ao debate um episódio de repercussão política anterior: o vazamento de um áudio atribuído ao vereador Raimundo Lero, do interior do estado. Na gravação em questão, o parlamentar mencionava ter ouvido de um empresário do setor sobre a cobrança de percentuais em obras públicas. Na época, o caso foi encarado como um fato isolado, mas a convergência com as novas reclamações e a citação sistemática do índice de 30% reacenderam a atenção sobre o tema.

Apesar da circulação contínua das informações e do impacto no meio das construtoras, não há, até o momento, a confirmação de que uma investigação oficial tenha sido instaurada. Entretanto, a persistência dos relatos levanta a possibilidade de que órgãos como o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público passem a avaliar a necessidade de uma apuração rigorosa, caso as denúncias venham a ser protocoladas formalmente.

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