14/01/2026

Política

STF determina prisão domiciliar de 10 condenados por trama golpista após tentativa de fuga de Silvinei Vasques

Silvinei é transferido para a sede da PF em Brasília

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Publicado por: Caio Rabelo 27/12/2025, 12:47

Matéria de Júlia Castelo Branco.

A Polícia Federal deflagrou uma operação neste sábado (27) para cumprir 10 mandados de prisão domiciliar contra condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado.

As ordens, expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, atingem figuras centrais de diferentes núcleos da trama golpista, incluindo militares de alta patente e ex-assessores do governo anterior. Até o momento, a PF já confirmou o cumprimento de oito dos dez mandados em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e no Distrito Federal.

 

Foto: Divulgação/Polícia Federal.

 

A decisão de Moraes ocorre em um momento de alerta para as autoridades, um dia após a captura de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, que foi preso no Paraguai utilizando documentos falsos em uma tentativa de fuga para El Salvador.

Em seu despacho, o ministro citou tanto o episódio de Silvinei quanto a situação de Alexandre Ramagem, também condenado e atualmente nos Estados Unidos, como justificativas para reforçar a custódia dos demais envolvidos, com o objetivo de evitar novas evasões.

Entre os alvos das medidas deste sábado estão o ex-assessor Filipe Martins, condenado a 21 anos de prisão, e Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, sentenciada a oito anos e seis meses.

A lista também inclui seis oficiais do Exército e o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha. Esses indivíduos integram núcleos que, segundo a Procuradoria-Geral da República, atuaram no monitoramento de autoridades, na articulação com lideranças do 8 de Janeiro e na elaboração da “minuta do golpe”.

Os condenados que passam ao regime domiciliar deverão seguir restrições rigorosas sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. Eles estão proibidos de utilizar redes sociais, manter contato com outros investigados ou receber visitas externas.

Além disso, o ministro determinou a entrega de passaportes e a suspensão imediata de qualquer porte de arma de fogo. A operação contou com o apoio institucional do Exército Brasileiro para o cumprimento das ordens contra os militares da ativa e reserva envolvidos no caso.

Fonte: G1.

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