A instalação era usada, possivelmente, para armazenar armas e explosivos
Matéria de Júlia Castelo Branco.
A França e o Reino Unido lançaram, ontem (3), ataques aéreos conjuntos contra uma base subterrânea do Estado Islâmico (EI), localizada na região montanhosa perto da cidade histórica de Palmira, no centro da Síria.
A informação foi divulgada pelo portal The Guardian e confirmada pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, que afirmou que a instalação era usada, possivelmente, para armazenar armas e explosivos.

Foto: SGT LEE GODDARD HANDOUT/EPA.
“A Força Aérea Real (RAF) continuou realizando patrulhas sobre a Síria para ajudar a prevenir qualquer tentativa de ressurgimento do movimento terrorista Daesh. A RAF juntou-se a aeronaves francesas em um ataque conjunto a uma instalação subterrânea”, publicou o Ministério de Defesa do Reino Unido.
Segundo comunicado oficial, a operação utilizou bombas guiadas de precisão para atingir túneis de acesso a uma área próxima ao sítio arqueológico da antiga cidade de Palmira.
Os jatos Typhoon FGR4 participaram da ação, com apoio de um avião-tanque Voyager, que ajudou a reabastecer as aeronaves durante o voo. “Os indícios iniciais apontam para o sucesso do ataque ao alvo”, disse o ministério em nota oficial.
O Ministério da Defesa britânico afirmou que a região ao redor estava desabitada, e que não havia população civil no local. Segundo as autoridades, a instalação não funcionava como base residencial, mas sim como ponto estratégico de logística e armazenamento do grupo extremista.
O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, afirmou que o país seguirá atuando junto aos aliados para evitar o ressurgimento do EI na região.
“Vamos ficar ombro a ombro com nossos aliados para eliminar qualquer ameaça de retorno do Estado Islâmico”, disse ele, agradecendo os militares envolvidos na operação.
Desde 2019, o EI perdeu grande parte do território que controlava na Síria, mas países do Ocidente mantêm missões de vigilância e ataques pontuais para impedir que o grupo se reorganize.
As autoridades afirmam que ações como essa fazem parte de um esforço internacional para evitar um novo avanço da organização extremista.
Fonte: Cidadeverde.