A decisão (da 98° Zona Eleitoral) foi publicada edição do Diário de Justiça Eletrônico desta segunda-feira (23)
O processo judicial que envolve a vereadora Tatiana Medeiros (PSB/Teresina), presa desde 2025, entrou na fase final. A Justiça Eleitoral do Piauí deu cinco dias para a apresentação das alegações finais por parte do Ministério Público Eleitoral.
A defesa dela e a dos acusados no processo terão o mesmo prazo.

A vereadora Tatiana Medeiros (Foto: Reprodução/Instagram)
A decisão (da 98° Zona Eleitoral) foi publicada edição do Diário de Justiça Eletrônico desta segunda-feira (23). Essa etapa antecede a elaboração da sentença.
O avanço do processo ocorre após a Polícia Federal esclarecer que o inquérito policial já se encontra concluído e relatado, estando atualmente sob análise do Poder Judiciário. A defesa de Tatiana Medeiros chegou a divulgar, na semana passada, um relatório de laudo de perícia feita no celular da parlamentar que mostrou que ela não deu ordens literais para compra de votos e nem integrava grupo de WhatsApp de integrantes da facção bonde dos 40, mas confirmou as informações já divulgadas pela PF relacionadas a comprovação de Pix efetuados no dia das eleições (último pleito visando cadeiras na Câmara de Teresina). O documento evidencia também a existência de planilhas com nomes de eleitores, fotos de títulos eleitorais e comprovantes de votação.
Também foram encontradas conversas que mencionam valores do namorado de Tatiana, Alandilson Cardoso (integrante do Bonde dos 40), destinados a despesas da campanha eleitoral.
A Polícia Federal destacou ainda que a investigação não se baseia na existência de ordens explícitas ou expressões literais em mensagens, mas em uma análise contextual e integrada do conjunto probatório, que envolve cruzamentos financeiros, fluxos bancários atípicos, documentos apreendidos, análise de mídias digitais, depoimentos e correlação temporal entre movimentações financeiras e o período eleitoral.
O laudo elaborado por perícia oficial respondia a 12 perguntas formuladas pela defesa de Tatiana, que chegou a pedir a anulação de algumas respostas e solicitar nova análise. Todos os pedidos foram negados pela Justiça Eleitoral, que entendeu que as requisições se deram por discordância do resultado, e não por questões técnicas.
Tatiana Medeiros foi presa, em regime fechado, no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar do Piauí em 3 de abril de 2025, por ordem da Polícia Federal, no âmbito da operação Escudo Eleitoral II. A investigação apura suposto envolvimento da parlamentar com facção criminosa, corrupção eleitoral e uso de recursos ilícitos na campanha de 2024.
A prisão preventiva foi convertida, no dia 3 de junho do ano passado, em domiciliar em razão de doença grave, comprovada por laudos médicos.
A Teresina FM tentou (via ligações telefônicas), mas não conseguiu contato com a defesa da vereadora.