12/04/2026

PIAUÍ

José Dirceu virá ao Piauí para tentar resolver impasse que gerou conflito entre Rafael Fonteles e Wellington Dias

A vinda do ex-ministro foi confirmada pelo deputado estadual Francisco Limma (PT)

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Publicado por: Wanderson Camêlo 05/03/2026, 08:48

Condenado e preso, diversas vezes, por crimes como corrupção passiva, o ex-deputado federal José Dirceu (PT) virá ao Piauí para tentar resolver o impasse dentro do PT-PI envolvendo a indicação do pré-candidato a vice do governador do Estado, Rafael Fonteles (PT). O assunto causou alvoroço suficiente para estremecer a relação entre o chefe do Executivo estadual e o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT).

A vinda de José Dirceu foi confirmada pelo deputado estadual Francisco Limma (PT) em entrevista à imprensa nesta semana. A data da agenda ainda será definida.

O ex-ministro e ex-deputado federal José Dirceu, do PT (Foto: Reprodução/O Tempo)

“Ele é um conselheiro, um mediador de conflito, sempre foi. Então por isso que ele foi designado para acompanhar o Nordeste”, informou Limma.

O ex-deputado foi escalado pelo diretório nacional do Partido dos Trabalhadores para aconselhar e acompanhar a montagem das estratégias dos diretórios estaduais da legenda no Nordeste visando às eleições deste ano.

José Dirceu, que foi também ministro da Casa Civil (2003-2005), só está livre para voltar a atuar no mundo político por conta de uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O deputado estadual Francisco Limma (Foto: Caio Bruno/Alepi)

O magistrado anulou, no dia 28 de outubro de 2024, todos os atos processuais do ex-juiz Sergio Moro contra Dirceu no âmbito da operação Lava Jato, que culminou com a prisão (em 2015) do ex-ministro.

Dirceu foi acusado de receber propinas de empreiteiras que mantinham contratos com a Petrobras utilizando sua empresa de consultoria (JD Consultoria) para lavar o dinheiro. Ele foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão pelo então juiz federal Sérgio Moro, do Paraná.

O petista cumpria pena de prisão domiciliar – por condenação no esquema de compra de apoio no Legislativo que ficou conhecido como Mensalão, quando foi preso pela Lava Jato.

A detenção em decorrência do caso envolvendo a Petrobras durou de agosto de 2015 a maio de 2017. Dirceu ficou custodiado em Curitiba-PR.

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