12/04/2026

Polícia

Polícia do STF propõe ampliar segurança à família do ministro André Mendonça

Segurança Judicial avalia escolta para esposa e filhos do relator dos casos Banco Master e INSS; ministro já utiliza colete à prova de balas em algumas situações

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Publicado por: Caio Rabelo 06/03/2026, 14:44

Matéria de Júlia Castelo Branco

A Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) sugeriu ampliar o esquema de segurança do ministro André Mendonça para incluir a esposa e os filhos do magistrado. Atualmente, a proteção é concentrada no próprio ministro, como ocorre com os demais integrantes da Corte.

A proposta foi apresentada ao gabinete de Mendonça e prevê que agentes de segurança acompanhem também os deslocamentos da família, garantindo proteção integral em diferentes situações do cotidiano.

Auxiliares do ministro indicam que ele deve concordar com a ampliação, caso a medida seja considerada viável pela estrutura de segurança do tribunal.

 

Ministro André Mendonça — Foto: Luiz Roberto/Divulgação TSE.

 

O reforço ocorre em meio à atuação de Mendonça como relator de processos de grande repercussão no Supremo Tribunal Federal. Entre eles estão investigações relacionadas ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em algumas situações específicas, o ministro já adotou medidas adicionais de segurança. Uma delas é o uso de colete à prova de balas durante compromissos públicos, como pregações que realiza na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, onde também atua como pastor.

No caso envolvendo o Banco Master, Mendonça determinou a prisão do empresário Daniel Vorcaro e afirmou haver indícios da atuação de uma “organização criminosa” que funcionaria como uma espécie de “milícia privada”.

De acordo com as investigações, o grupo, apelidado de “A Turma”, utilizaria métodos de monitoramento ilegal e intimidação contra autoridades, jornalistas e adversários. A Polícia Federal também teria interceptado ordens para agressões físicas contra críticos.

Diante do cenário de ameaças e da gravidade das suspeitas, a Polícia Judicial do STF avaliou como necessária a ampliação das medidas de proteção ao relator e a seus familiares próximos.

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