Segurança Judicial avalia escolta para esposa e filhos do relator dos casos Banco Master e INSS; ministro já utiliza colete à prova de balas em algumas situações
Matéria de Júlia Castelo Branco
A Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) sugeriu ampliar o esquema de segurança do ministro André Mendonça para incluir a esposa e os filhos do magistrado. Atualmente, a proteção é concentrada no próprio ministro, como ocorre com os demais integrantes da Corte.
A proposta foi apresentada ao gabinete de Mendonça e prevê que agentes de segurança acompanhem também os deslocamentos da família, garantindo proteção integral em diferentes situações do cotidiano.
Auxiliares do ministro indicam que ele deve concordar com a ampliação, caso a medida seja considerada viável pela estrutura de segurança do tribunal.

Ministro André Mendonça — Foto: Luiz Roberto/Divulgação TSE.
O reforço ocorre em meio à atuação de Mendonça como relator de processos de grande repercussão no Supremo Tribunal Federal. Entre eles estão investigações relacionadas ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em algumas situações específicas, o ministro já adotou medidas adicionais de segurança. Uma delas é o uso de colete à prova de balas durante compromissos públicos, como pregações que realiza na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, onde também atua como pastor.
No caso envolvendo o Banco Master, Mendonça determinou a prisão do empresário Daniel Vorcaro e afirmou haver indícios da atuação de uma “organização criminosa” que funcionaria como uma espécie de “milícia privada”.
De acordo com as investigações, o grupo, apelidado de “A Turma”, utilizaria métodos de monitoramento ilegal e intimidação contra autoridades, jornalistas e adversários. A Polícia Federal também teria interceptado ordens para agressões físicas contra críticos.
Diante do cenário de ameaças e da gravidade das suspeitas, a Polícia Judicial do STF avaliou como necessária a ampliação das medidas de proteção ao relator e a seus familiares próximos.