11/06/2026

Política

Revisão do IPTU em Teresina é aprovada em 1° votação e segue em regime de urgência

Projeto propõe reajuste gradual após alta no imposto em 2026.

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Publicado por: Caio Rabelo 24/03/2026, 15:14

Por Bianca Rodrigues

A Câmara Municipal de Teresina aprovou, em primeira votação e em regime de urgência, o projeto de lei que altera o cálculo do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) na capital. O novo texto prevê mudanças no modelo de cobrança do imposto, com o objetivo de reduzir o impacto financeiro para os contribuintes. Entre os principais pontos está o escalonamento do reajuste ao longo de até 10 anos, além da limitação do aumento anual em até 25% em relação ao valor pago no ano anterior.

Câmara Municipal de Teresina

A medida foi construída após diálogo entre a prefeitura, vereadores e órgãos como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), diante das críticas realizadas pela população referente aos valores elevados.

A revisão do IPTU acontecem após mais de 20 anos sem atualização da Planta Genérica de Valores (PGV), que serve como base para o cálculo do imposto. Pela legislação municipal, essa atualização deveria ocorrer a cada quatro anos, mas não era realizada desde 2003.Esse acúmulo ao longo do tempo resultou em aumentos significativos no valor do imposto para diversos imóveis, gerando insatisfação entre os contribuintes e levando à suspensão temporária da cobrança do IPTU em 2026.

O texto aprovado em primeira votação propõe mudanças para reduzir o impacto desses reajustes.
Entre as principais medidas estão:
•Parcelamento do aumento ao longo de até 10 anos
•Limitação do reajuste anual a no máximo 25%
•Diminuição do impacto imediato no bolso do contribuinte
•Possibilidade de devolução de valores para quem já pagou acima do previsto
Outra mudança prevista é a ampliação da isenção: imóveis que já não pagam IPTU também deixam de pagar a taxa de coleta de lixo, corrigindo distorções anteriores.
A proposta foi analisada em regime de urgência, o que acelera sua tramitação na Câmara. Ainda assim, o assunto dividiu opiniões entre os vereadores, já que, enquanto uns acreditam na necessidade de urgência, defendendo a aprovação rápida em uma necessidade para evitar perdas na arrecadação e na garantia do funcionamento dos serviços públicos, outros defendem a necessidade de mais tempo para discussão antes da aprovação final.

Apesar do avanço, o projeto ainda precisa ser votado novamente antes de seguir para sanção. Se for aprovado em definitivo, a Prefeitura deverá emitir novos boletos do IPTU com os valores atualizados.

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