“A chance de o saldo de votos colaborar para uma nova vaga, ela diminui na medida em que os partidos se dividem”, destacou o petista
A formação de mais chapas proporcionais no grupo liderado pelo governador do Piauí, Rafael Fonteles, gerou extremo descontentamento. O PT, partido do mandatário, é um dos inconformados, como deixou claro o deputado estadual Francisco Limma (PT).
A preocupação é com a possibilidade da agremiação perder vagas, na briga por espaços na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) e na Câmara Federal, para siglas aliadas.

O deputado estadual Francisco Limma, do PT (Foto: Wanderson Camêlo/Teresina FM)
“A chance de, digamos assim, o saldo de votos colaborar para uma nova vaga, ela diminui na medida em que os partidos se dividem. Então é melhor você ter duas chapas como tínhamos, porque aí o saldo de votos é dividido. A pendulação é uma questão matemática”, comentou, em entrevista a jornalistas, o parlamentar.
O grupo governista possuía, até pouco tempo, apenas duas chapas de pré-candidatos a deputado estadual e a mesma quantidade com relação a federal. O cenário mudou com o desfazimento da fusão cruzada entre PSD-PI e MDB-PI.
O acordo previa – como foi feito em 2022 (ano do início da parceria), o estabelecimento de apenas um bloco de estadual, que seria montado pelo MDB, e um de federal, que seria articulado pelo PSD.
Não bastasse isso, o Republicanos-PI caminha firme para finalizar a montagem de uma chapa visando à disputa de vagas na Câmara Federal neste ano.
Ou seja, a coalizão karnakiana agora conta com quatro chapas proporcionais de deputado federal (PT, PSD, MDB e Republicanos) e três de estadual (PT, PSD e MDB).
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