Nova rodada de negociação foi marcada para esta sexta-feira (22), enquanto trabalhadores mantêm assembleias e não descartam paralisação
Matéria por Bianca Rodrigues
A terceira audiência de conciliação sobre o transporte público de Teresina terminou sem acordo nesta quinta-feira (21), na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT-22). A reunião reuniu representantes da Prefeitura de Teresina, do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro).

Foto: Reprodução/Jonas Carvalho
Mesmo após mais uma rodada de negociações, empresários e trabalhadores não chegaram a um consenso sobre o reajuste salarial da categoria e o aumento do subsídio destinado ao sistema de transporte coletivo. Uma nova audiência foi agendada para esta sexta-feira (22), às 9h, no TRT-22.
Segundo o presidente do Sintetro, Francisco Cardoso, a proposta apresentada pelas empresas não atende às reivindicações dos motoristas e cobradores. Diante do impasse, o sindicato confirmou a realização de assembleias nesta sexta-feira, nos horários de 8h30 às 9h e das 15h às 15h30.
As negociações entre trabalhadores e empresários se arrastam desde o início de maio. A categoria reivindica reajuste salarial de 7%, percentual que já teria sido aceito pelos funcionários durante as discussões anteriores. No entanto, o Setut condiciona o reajuste ao aumento do subsídio pago pela Prefeitura de Teresina, atualmente fixado em R$ 6 milhões mensais.
A crise no sistema de transporte coletivo ganhou força ao longo desta semana. Na segunda-feira (18), motoristas e cobradores realizaram uma paralisação parcial de duas horas, com ônibus estacionados em pontos estratégicos da capital, como a Avenida Areolino de Abreu, no Centro.
Após o protesto, a Justiça do Trabalho determinou que 100% da frota fosse mantida nos horários de pico e 80% nos demais períodos, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento. Paralelamente, a Prefeitura anunciou medidas administrativas contra motoristas que participassem de paralisações irregulares, incluindo aplicação de multas e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Na terça-feira (19), o movimento paredista foi suspenso temporariamente após uma audiência de conciliação no TRT-22. Já na quarta-feira (20), uma nova reunião terminou novamente sem consenso, mesmo com a apresentação de uma proposta intermediária pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que sugeriu reajuste de 7% no subsídio público destinado ao sistema.
A proposta segue em análise pelas partes envolvidas, enquanto passageiros aguardam uma definição sobre o funcionamento do transporte coletivo na capital.