Pré-candidata ao Governo do Estado afirma que fiscalizações em hospitais apontam falta de estrutura e precariedade
A pré-candidata ao Governo do Piauí, Dra. Lúcia Santos, voltou a criticar a situação da saúde pública estadual e questionou a efetividade do modelo de saúde digital adotado pelo governo. As declarações foram feitas durante entrevista em que relatou os resultados de fiscalizações realizadas pelo sindicato dos médicos em hospitais de diferentes municípios piauienses.
Segundo Dra. Lúcia, as visitas têm revelado uma realidade preocupante nas unidades de saúde do estado. Ela afirmou que os problemas identificados vão desde a deterioração da estrutura física dos hospitais até falhas que comprometem a segurança de pacientes e profissionais.
“A primeira coisa que nos chamou atenção foi a forma como o governo administra a saúde. Há muito tempo denunciamos que essa saúde digital não existe da forma como é apresentada. Nosso papel é fiscalizar e mostrar a realidade encontrada nos hospitais”, declarou.
A pré-candidata citou o caso do Hospital Regional de Floriano, que foi novamente vistoriado após solicitação do Ministério Público. De acordo com ela, o objetivo era verificar se as irregularidades apontadas em uma fiscalização realizada há cerca de um ano haviam sido corrigidas. No entanto, segundo relatou, a situação encontrada foi ainda mais grave.

Foto: Teresina FM 91.9
Dra. Lúcia informou que equipes de fiscalização também estiveram em hospitais de municípios como Bom Jesus, São Raimundo Nonato, Picos, Oeiras, Floriano e Barras. Conforme a médica, um dos principais problemas observados em todas as unidades é o que classificou como “desestruturação e sucateamento” da rede pública de saúde.
Entre as irregularidades apontadas estão instalações deterioradas, fios elétricos expostos, paredes danificadas, pisos quebrados, ambientes considerados insalubres e equipamentos de segurança com prazos de validade vencidos.
Para a pré-candidata, as condições encontradas comprometem diretamente a qualidade do atendimento à população e demonstram a necessidade de investimentos urgentes na recuperação da infraestrutura hospitalar do estado. Até o momento, o Governo do Estado não se manifestou sobre as declarações.