Candidato afirma que pretende ampliar monitoramento por câmeras, reforçar a Polícia Militar e combater crimes na região de fronteira entre os dois estados
O candidato ao governo do Maranhão Eduardo Braide (PSD) afirmou, em entrevista à Teresina FM nesta terça-feira (01), que, caso seja eleito, pretende expandir para o estado o sistema de monitoramento por reconhecimento facial utilizado em São Luís. A proposta prevê o uso da chamada “muralha digital” pela Polícia Militar, o reforço do efetivo e uma atuação integrada com o Piauí para combater a criminalidade.

Eduardo Braide (Foto: Reprodução/Internet)
A proposta apresentada por Braide tem como referência uma estrutura implantada durante os dois mandatos em que esteve à frente da Prefeitura de São Luís. Segundo ele, o sistema utiliza câmeras com reconhecimento facial e reúne, no banco de dados da Guarda Municipal, informações da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e do sistema penitenciário nacional.
Na avaliação do candidato, a tecnologia permite localizar pessoas com pendências junto à Justiça a partir da identificação pelas câmeras. Para uma eventual gestão no governo do Maranhão, a ideia é transferir esse modelo para a atuação da Polícia Militar.
“Então nós vamos colocar muralha digital e quem vai fazer a prisão do foragido, daquele que tem alguma pendência com a justiça, será a própria Polícia Militar. Ao lado disso, aumentar o efetivo da Polícia Militar”, expôs Eduardo.
O candidato também direcionou a discussão para Timon, cidade maranhense próxima a Teresina. Ele relatou que a segurança pública aparece entre os principais pedidos recebidos durante suas visitas ao município.
Entre os problemas citados estão o roubo de motocicletas e celulares e a presença de facções, que, conforme relatou, vêm causando temor entre comerciantes.
Para Braide, a proximidade entre Maranhão e Piauí exige que as forças de segurança dos dois estados atuem de maneira coordenada. Ele mencionou as ações existentes no Piauí para recuperação de celulares e defendeu que as estratégias adotadas pelos estados sejam conectadas.
“Então a realidade que nós temos em relação à segurança pública tem que ser também uma ação integrada. Eu sei que no Piauí tem um programa espia, eu sei que tem as ações do governo do estado do Piauí para recuperar celulares, mas é preciso que haja integração”, afirmou Braide.
A proposta, segundo o candidato, é evitar que a mudança de um estado para outro seja utilizada por criminosos como forma de escapar das ações de segurança.
“O Maranhão trabalhando a segurança pública de um lado, o Piauí do outro, porque senão o criminoso vai só de um lugar pro outro. E é isso que nós vamos fazer a partir do ano que vem”, disse Braide.