Não existe quantidade segura de bebida alcoólica durante a gestação, segundo órgãos de saúde
O consumo de álcool durante a gravidez é considerado um fator de risco para o desenvolvimento do feto e pode provocar danos irreversíveis ao bebê. De acordo com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há nível seguro de ingestão alcoólica em nenhuma fase da gestação.
Quando ingerido pela gestante, o álcool atravessa rapidamente a placenta e atinge o feto em concentrações semelhantes às do sangue materno. Como o organismo do bebê ainda está em formação e não possui capacidade adequada para metabolizar a substância, a exposição pode comprometer o desenvolvimento físico, neurológico e cognitivo.

Consumo de álcool na gravidez pode causar danos permanentes ao bebê, alertam especialistas (Foto: Internet)
Entre as principais consequências associadas ao consumo de álcool na gravidez está a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), considerada a forma mais grave do Transtorno do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF). A condição pode causar malformações faciais, atraso no crescimento, dificuldades de aprendizagem, problemas de memória, déficit de atenção e alterações comportamentais ao longo da vida.
Além da SAF, estudos apontam que a ingestão de álcool durante a gestação aumenta o risco de aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso ao nascer e morte fetal. Mesmo o consumo ocasional, segundo especialistas, pode afetar áreas específicas do cérebro em desenvolvimento, especialmente no primeiro e no segundo trimestres da gravidez.
O Ministério da Saúde reforça que bebidas fermentadas, como cerveja e vinho, também apresentam riscos, já que o etanol presente em qualquer tipo de bebida alcoólica é o principal responsável pelos danos ao feto. A orientação é de abstinência total desde a descoberta da gravidez até o período de amamentação.
Especialistas destacam ainda que a prevenção passa por informação e acompanhamento pré-natal adequado. Gestantes que fazem uso de álcool devem procurar profissionais de saúde para orientação e suporte, reduzindo riscos à própria saúde e à do bebê.