Serão construídas, ao todo, cinco Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) no Piauí e no Rio Grande do Norte
O Ministério da Saúde vai construir as primeiras estruturas de saúde indígena no Piauí. De acordo com o Governo Federal, as obras serão entregues ainda este ano.
Serão construídas, ao todo, cinco Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) no Piauí e no Rio Grande do Norte, com um investimento que ultrapassa R$ 2,1 milhões. De acordo com informativo divulgado pelo Executivo na segunda-feira, 19, a meta é beneficiar mais de 9 mil indígenas.

Unidade Básica de Saúde Indígena no Distrito Sanitário Alto Rio Juruá (AC), inaugurada em 2022 (Foto: Divulgação)
“É a primeira vez que estruturas de saúde indígena são implantadas em territórios que não contam com Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) — unidades gestoras descentralizadas do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Para viabilizar o atendimento, a Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai/MS) estruturou os DSEI Ceará e Potiguara, responsáveis pela organização de equipes para atender, respectivamente, os povos indígenas do Piauí e do Rio Grande do Norte”, explicou o Ministério da Saúde.
Quatro UBSI serão construídas no Piauí. As aldeias Serra Grande, Canto da Várzea, Sangue e Santa Teresa serão as contempladas. A aldeia Amarelão, no Rio Grande do Norte, também será beneficiada com uma unidade.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que cerca de 4,1 mil indígenas das etnias Tabajara, Caboclo Gamela, Kariri, Caboclo da Prata, Akroá Gamela, Guegué de Sangue e Tapuios vivem em dez municípios do Piauí. Com relação ao Rio Grande do Norte, aproximadamente 5,4 mil indígenas, de quatro etnias, vivem de forma tradicional: Tapuia Paiacu, Tapuia Tarairiú, Potiguara e Caboclos do Açu.
O planejamento para atendimento dessas comunidades teve início em 2024, com o cadastramento das famílias em todas as aldeias dos dois estados.