Estado é o primeiro do país a concluir oficinas da estratégia voltada ao rastreio de câncer de mama e colo do útero na Atenção Primária
O Piauí se tornou o primeiro estado do Brasil a cumprir 100% das metas de realização das oficinas do Projeto Detecta APS, iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, com apoio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi). A estratégia é voltada à detecção precoce dos cânceres de mama e do colo do útero na Atenção Primária à Saúde (APS) e vem sendo executada no território Entre Rios, que reúne 31 municípios piauienses.
O projeto tem como foco qualificar as equipes da Atenção Primária para fortalecer o rastreamento, reduzir diagnósticos tardios e ampliar o acesso da população às ações de prevenção. A iniciativa prioriza as regiões Norte e Nordeste e, no Piauí, envolve 245 serviços de saúde distribuídos em dois polos no território Entre Rios.

Piauí lidera Projeto Detecta APS e atinge 100% das metas de detecção precoce do câncer (Foto: Foto: Ascom Sesapi)
Até 6 de fevereiro de 2026, foram concluídas 100% das oficinas nos polos de Água Branca e Teresina. Ao todo, o estado realizou quatro oficinas estruturantes, implementou 350 Linhas de Implementação em Saúde (LIS) e contou com a atuação de 35 Referências Técnicas Municipais (RTM), consolidando a base organizacional do rastreio.
“Temos desafios assistenciais no território Entre Rios, e esse projeto representa uma oportunidade concreta de reorganização do processo de trabalho das equipes da Estratégia Saúde da Família, aprimorando os dados para a tomada de decisão e ampliando o acesso da população às ações de prevenção e diagnóstico precoce”, destaca Bhassia Barroso, gerente de APS da Sesapi e responsável técnica pelo Detecta APS no Piauí.
Para alcançar o desempenho, os municípios precisaram cumprir critérios como realização das oficinas no prazo pactuado, preenchimento adequado de formulários pós-oficina e adesão mínima de 80% das equipes. Entre os destaques no cumprimento das metas estão Altos, José de Freitas, Água Branca, Amarante, Agricolândia e Angical do Piauí.
A adesão do estado ao projeto começou em agosto, com encerramento previsto para maio. Em março, terá início a última etapa, que inclui a Oficina de Implementação II, nivelamento para a Implementação I, monitoramento por polo GIR/LIS, além de pesquisa qualitativa entre os dias 23 e 25 de março e oficinas de avaliação programadas para junho.
Com todos os 31 municípios mobilizados e as oficinas concluídas, o Piauí passa a figurar como referência nacional na organização do rastreamento pelo SUS, com fortalecimento da governança regional e uso estratégico de dados na tomada de decisão.