12/04/2026

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Cientistas brasileiros ganham destaque internacional por avanços em pesquisa sobre Alzheimer

Premiações reconhecem contribuições inovadoras e apontam para futuro mais acessível no diagnóstico da doença

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Publicado por: Wanderson Camêlo 01/04/2026, 11:25

Matéria de Júlia Castelo Branco

Dois cientistas brasileiros foram recentemente premiados por suas contribuições à pesquisa sobre o Alzheimer, reforçando a relevância do país no cenário internacional da neurociência. Mychael Lourenço, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Wagner Brum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foram reconhecidos por avanços que podem transformar o diagnóstico da doença.

Lourenço recebeu um prêmio internacional de excelência em neurociência concedido pela ALBA Network, voltado a pesquisadores em estágio intermediário de carreira com contribuições relevantes. Já Brum foi destacado pela Alzheimer’s Association como um jovem talento promissor na área.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa caracterizada pela perda progressiva de memória e de funções cognitivas, comprometendo a autonomia dos pacientes ao longo do tempo. Apesar dos avanços científicos, ainda não há cura, e os mecanismos que levam ao desenvolvimento da doença não são totalmente compreendidos.

 

Foto: Freepik/Reprodução

 

Atualmente, o diagnóstico depende principalmente de avaliação clínica e exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, que não são específicos para identificar a doença. Métodos mais precisos, como a análise do líquor e o PET-CT, ainda são pouco acessíveis devido ao alto custo.

Nesse contexto, uma das principais apostas da comunidade científica é o desenvolvimento de exames de sangue capazes de detectar o Alzheimer de forma mais simples e menos invasiva.

A adoção desse tipo de teste pode representar uma mudança significativa, ampliando o acesso ao diagnóstico, inclusive em sistemas públicos como o Sistema Único de Saúde.

Especialistas destacam ainda a importância de pesquisas conduzidas em países como o Brasil, já que grande parte dos estudos sobre a doença é realizada no Norte global. Estima-se que cerca de 2 milhões de brasileiros vivam com Alzheimer, número que pode ser ainda maior devido à subnotificação e às dificuldades de acesso ao diagnóstico adequado.

As premiações recebidas pelos pesquisadores brasileiros evidenciam não apenas conquistas individuais, mas também o potencial da ciência nacional em contribuir para soluções globais em saúde.

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