Estudo acompanhará 250 pacientes por dois anos para avaliar eficácia, impacto clínico e custos da semaglutida na rede pública de saúde
O Ministério da Saúde autorizou o início de um projeto-piloto para testar o uso da semaglutida, princípio ativo das chamadas canetas emagrecedoras, em pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo será realizado no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), no Rio Grande do Sul, e acompanhará 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças ao longo de dois anos.
Os participantes já são acompanhados pela unidade de saúde e precisam atender a critérios específicos, como diagnóstico de obesidade há pelo menos 12 meses, falha no tratamento convencional e capacidade de realizar a autoaplicação do medicamento ou contar com auxílio de um cuidador.

Foto: Pavel Danilyuk/Pexels
Durante o estudo, serão avaliados indicadores como perda de peso, qualidade de vida, resultados clínicos, condições pós-operatórias e os custos da terapia. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a iniciativa busca reunir evidências sobre a utilização da tecnologia no SUS e ampliar o conhecimento sobre o tratamento da obesidade e de outras doenças crônicas.
O protocolo foi desenvolvido em parceria entre o Ministério da Saúde e o GHC, com recursos destinados pela Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS), provenientes de aporte financeiro da fabricante do medicamento.