Direção diz que subfinanciamento do SUS compromete atendimento oncológico no Piauí e apresenta dados de repasses
O Hospital São Marcos informou, em coletiva realizada nesta segunda-feira (6), que precisa de um aporte mensal de R$ 4,2 milhões para manter novos atendimentos a pacientes com câncer no Piauí. O diretor técnico Marcelo Martins afirmou que a situação é provocada pelo subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS), ao mesmo tempo em que rebateu acusações de má gestão e apresentou dados financeiros da unidade.
O hospital detalhou que recebe cerca de R$ 5,1 milhões mensais da União e da Fundação Municipal de Saúde, além de R$ 900 mil repassados pelo Governo do Estado. Segundo a direção, os valores são insuficientes para cobrir os custos da instituição, que atua há 73 anos, gera cerca de 2.500 empregos diretos e integra a rede de oncologia do Piauí.

Coletiva de imprensa (Foto: Teresina FM)
A unidade também relembrou que suspendeu o atendimento a novos pacientes na semana passada por causa da crise financeira, o que gerou preocupação. Apesar disso, garantiu a manutenção dos atendimentos a crianças, pacientes com leucemia e linfomas. O hospital afirmou ainda que depende da tabela do SUS, considerada defasada.
Durante a coletiva, Marcelo Martins reforçou a defesa da gestão e afirmou que o problema não está na administração.
“O problema do Hospital São Marcos não é de gestão, mas de recursos”, disse.
Ele também criticou as acusações e afirmou:
“É uma acusação leviana e irresponsável. Não existe nenhuma distorção, nosso problema não é de gestão, mas de custeios”.
O diretor apresentou comparativos com outros hospitais do país para sustentar a defasagem de repasses e disse que o Hospital Oncológico Infantil do Pará recebe valores superiores aos do São Marcos. Ele afirmou ainda que a instituição realiza mais de 39,8 mil atendimentos por ano e busca soluções junto a órgãos estaduais e federais, incluindo secretarias, ministérios públicos e bancada parlamentar.
A Teresina FM busca contato com a FMS e Sesapi. O espaço segue aberto para esclarecimentos.