Economia

Paralisação dos caminhoneiros afetou preço dos alimentos, afirma permissionária da Ceasa

De acordo com a feirante Irmã Luzinete, os produtos da Nova Ceasa terão alta no preço durante o final de semana

Publicado por: Eric Souza 10/09/2021, 12:05

A alta constante nos preços dos alimentos tem sido uma das principais preocupações da população. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação registrou um aumento de 5,2% em 2020, durante a pandemia de Covid-19. Desde então, os preços subiram quase o triplo, atingindo a taxa de 15% de crescimento.

Na Central de Abastecimento do Piauí, ou Nova Ceasa, o encarecimento dos produtos alimentícios refletiu outros problemas, como as recentes paralisações de caminhoneiros em todo país. “Os feirantes não viajaram para comprar alimentos em outros estados devido às manifestações nas estradas. Assim, teremos falta de mercadorias e prejuízo neste final de semana”, explicou Irmã Luzinete, permissionária da Ceasa há 27 anos, em entrevista ao JT1 da Teresina FM.

Luzinete, dona da banca Pomar Hortifruti, elencou os alimentos ofertados na Nova Ceasa que sofreram aumento de preço. O quilo do abacate, por exemplo, subiu de R$ 7,00 para R$ 8,00. Outro produto que encareceu foi o limão, cujo quilo agora custa R$ 4,00. A permissionária esclarece que quando há diminuição da oferta de alimentos, ocorre um aumento simultâneo da procura e, portanto, no valor financeiro.

Permissionária da Ceasa há 27 anos, Irmã Luzinete comenta sobre a alta no preço dos alimentos (Foto: Wanderson Camêlo/Teresina FM)

Na visão da feirante, a vantagem da Ceasa em relação às grandes redes de supermercados consiste na ótima qualidade dos alimentos, naturais e frescos e vindos diretamente dos produtores. “Durante o B-R-O Bró, a demanda por frutas cítricas e que hidratam cresce bastante. Então, nesse período, vendemos muita melancia, abacaxi, maracujá, melão, coco verde e laranja”, destacou.

Para evitar o desperdício quando as frutas não vendem, Luzinete conta com o apoio de organizações que fazem doações e promovem reciclagem, além de ela própria distribuí-las a quem tem necessidade. Sobre as novas modalidades de entrega, a permissionária afirmou que o delivery foi uma solução eficaz em meio à pandemia, permitindo o fornecimento de alimentos a domicílios, mercadinhos e mercearias.

“Os clientes podem nos contatar por WhatsApp, Instagram e pelo iFood, e receberão em suas casas produtos de excelente qualidade, com segurança na entrega”, garantiu a feirante.

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